Niterói: universitários da UFF realizam ato em defesa de seus direitos pelas ruas da cidadeReprodução/Ascom
O grupo partiu do campus do Gragoatá e seguiu pela Zona Sul da cidade, passando por vias do Ingá, pela orla da Praia de Icaraí e por trechos da Avenida Roberto Silveira e da Rua Miguel de Frias. A convocação foi feita por diretórios acadêmicos da UFF, que têm organizado ações e debates no período pré-segundo turno. Equipes da Polícia Militar e da NitTrans acompanharam o deslocamento.
Em Niterói, Lula terminou o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro. Com 99,92% das urnas apuradas, o presidente registrou 48,35% dos votos válidos na cidade, enquanto o adversário somou 43,71%.
No cenário nacional, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos (47,03%), e Lula contabilizou 53.879.538 (45,16%). A diferença entre os dois foi de 2.224.965 votos. Ambos avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O país registrou 33.469.244 abstenções (21,08%). Na votação para presidente, houve ainda 2.300.798 votos em branco (1,84%) e 3.674.249 nulos (2,93%). Somadas, essas três categorias representam cerca de 39,4 milhões de eleitores — aproximadamente um quarto do total apto a votar.
Financiamento e custeio - A UFF depende de orçamento federal para manutenção de laboratórios, hospitais universitários, bolsas e assistência estudantil. Contingenciamentos prolongados podem comprometer atividades essenciais de ensino, pesquisa e extensão.
Autonomia universitária - Alterações na relação entre governo federal e instituições podem afetar processos internos, nomeações, liberdade acadêmica e governança. A estabilidade institucional é fundamental para garantir produção científica contínua.
Políticas de inclusão e permanência - Programas como auxílios, moradia estudantil e ações afirmativas são decisivos para democratizar o acesso ao ensino superior. Reduções nessas políticas impactariam diretamente estudantes de baixa renda.
Pesquisa, inovação e cooperação internacional - Áreas estratégicas — ciência, tecnologia, saúde, cultura e meio ambiente — dependem de investimentos contínuos. Qualquer retração pode prejudicar projetos, redes de pesquisa e parcerias internacionais.
Infraestrutura e modernização - Sem recursos adequados, obras, manutenção predial, digitalização de serviços e expansão de campi ficam comprometidas, afetando a qualidade da experiência acadêmica.
Esses pontos refletem preocupações técnicas e institucionais de setores da comunidade universitária que defendem a universidade pública como patrimônio científico e social.

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