Professores da rede estadual do Paraná decidem continuar com a greve

Educadores realizaram ato de repúdio ao episódio ocorrido em abril, quando 213 professores ficaram feridos em protesto

Por O Dia

Paraná - Após uma caminhada pelas ruas de Curitiba em protesto contra a violência policial, os professores da rede estadual do Paraná decidiram em assembleia pela continuidade da greve iniciada em 25 de abril. Desde às 14h30, professores e trabalhadores de educação começaram a ocupar as arquibancadas do estádio Durival de Britto (Vila Capanema), onde se realiza a assembleia.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, a assembleia reuniu servidores de 29 núcleos educacionais espalhados por todo o estado. O sindicato estima em pelo menos 10 mil o número de educadores presentes na assembleia.

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Trabalhadores ocupararam as arquibancadas do estádio Durival de Britto (Vila Capanema), no ParanáBrunno Covello / Gazeta do Povo

Antes da assembleia, houve reunião entre o comando de greve e representantes do governo do Estado para tratar da pauta de reivindicações. De acordo com a secretária de administração do sindicato, Mariah Sine, os participantes da reunião não conseguiram chegar a um consenso sobre as reivindicações.

Há, segundo ela, a sinalização de que nova rodada de negociações aconteça na próxima semana. “A reunião foi feita muito em cima e, por isso, não foi possível ao comando de greve fechar um posicionamento", disse Mariah.

Pela manhã, os professores realizaram ato de repúdio ao episódio ocorrido em 29 de abril, quando 213 educadores, segundo a prefeitura de Curitiba, ficaram feridos durante protesto contra projeto aprovado no mesmo dia e sancionado no dia seguinte pelo governador do estado Beto Richa. Os professores também reivindicam reajuste de 13,1% retroativo à data-base, a realização de concurso público e melhores condições de trabalho.

Professores da rede estadual do Paraná decidem continuar com a greveReprodução / Facebook


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