Hora extra trava fim da greve do Parque Olímpico

Paralisação completa 10 dias. Assiduidade é o outro entrave

Por bferreira

Rio - A diferença no percentual de hora-extra é o principal entreve para colocar um ponto final na greve dos 2.300 operários das obras do Parque Olímpico Rio 2016. Os empregados reivindicam 100% da hora trabalhada, em caso de extensão da jornada. Os patrões pagam valores que variam de 50% a 100%, conforme o dia e a hora de trabalho. Outro ponto de discórdia é o tíquete-assiduidade.

A paralisação completa hoje dez dias. O movimento continua por tempo indeterminado, devido à dificuldade de diálogo e intransigência nas negociações. Apesar de ter sido acordado em audiência no TRT, na quarta-feira, que a consórcio Rio Mais voltaria a dialogar caso a greve fosse suspensa, os trabalhadores quebraram o acordo e mantiveram a paralisação. As negociações voltaram à estaca zero.

Entre as principais reivindicações da categoria estão: tíquete-assiduidade de R$300, hora extra paga em 100%, plano de saúde extensivo à família e programa de produtividade. Já a proposta do consórcio consiste em termos da Convenção Coletiva de Trabalho, que, em linhas gerais, estabelece reajustes salariais escalonados de 9,47% a 10%, dependendo da função. Além disso, os trabalhadores teriam tíquete assiduidade de R$ 180 e, a partir de setembro, esse valor passa a ser de R$ 200.

Fontes do consórcio informaram ao DIA que, em relação às horas extras, a concessionária paga 50% na primeira hora e 100% na segunda, de segunda a sexta-feira. Nos sábados, paga 70% até as 14h e 100% a partir das 14h. Percentuais que cumpririam o mínimo estabelecido pela CLT. Plano de saúde seria apenas para operários.

“O Rio Mais se dispôs a cumprir itens apresentados pela categoria na reunião do dia 7, tais como instalação de contêineres para servirem de escritórios da entidade e a instalação de unidade odontológica”, diz a fonte.

Greves podem acabar 2ª feira

Segunda-feira será um dia de decisões importantes para dar fim ou não a movimentos grevistas que pararam obras de infraestrutura e de mobilidade no Rio e serviços públicos. Às 11h ocorre nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), no Centro, com a possibilidade de acabar a greve dos mais de 27 mil operários da construção pesada caso haja acordo.

Às 10h30, desembargadores do TRT-RJ vão intermediar negociação de rodoviários de Petrópolis e empresários do setor de transporte da região para tentar dar fim a paralisação de 2.200 trabalhadores que começou quinta-feira.

Na segunda-feira também uma nova categoria pode parar. Às 7h, na Candelária, assembleia de agentes de segurança privada vai decidir entre decretar ou não greve, o que acarretaria na falta de vigilância no Estádio do Maracanã e nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont.

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