Evento acontece na sede da Câmara Municipal de Nova Friburgo, no Centro da CidadeReprodução Site CMNF
A Cultura friburguense terá sua noite de gala. Isto porque a Prefeitura de Nova Friburgo, por intermédio da Secretaria de Cultura, promove a entrega do “Prêmio Mulher é Arte – Troféu Dirce Montechiari”, na próxima quarta-feira (11), às 19h, na Câmara Municipal de Nova Friburgo, situada na Rua Farinha Filho, 50, no Centro.
Serão 11 mulheres homenageadas: Adriana Xavier - dança; Denise Peixoto – teatro; Letícia Arp – Espaço Arp; Paloma Collaço - Projeto Ballet Bonito; Lia Caldas - Casa dos Saberes São Pedro da Serra; Iris Leal - arte educação; Thais Morete – grafite; Caru de Souza - música blues; Maria Souto - música chorinho: Maria Angélica – presidente da banda Euterpe Lumiarense; e Gabi Flores – música.
A entrada é franca e o evento faz referência ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo domingo (8).
QUEM FOI - Entre as montanhas que abraçam Nova Friburgo, nasceu Dirce Montechiari, como se a própria paisagem tivesse moldado seu olhar. Desde cedo, ela entendeu que a ARTE não era apenas beleza: era abrigo, era cura, era forma de permanecer de pé quando o mundo insistia em ventar contra.
Professora por vocação, artista plástica por pulsação, trovadora por encanto, escritora por necessidade da alma, Dirce nunca coube em um único nome. Foi muitas. Foi inteira. Transformou o cotidiano em poesia concreta: onde outros viam rotina, ela via cor; onde havia silêncio, ela fazia nascer palavra; onde restava caco, ela construía mosaicos. Seus pincéis não apenas pintavam telas, bordavam resistências. Suas mãos não apenas criavam, afirmavam existência.
À frente do seu tempo, enfrentou desafios com uma delicadeza firme, dessas que não gritam, mas permanecem. Sensível sem ser frágil. Ousada sem perder a ternura. Fez da ARTE um território de coragem.
Hoje, sua contribuição à cultura friburguense não repousa apenas em quadros, poemas ou mosaicos espalhados pelo mundo. Ela vive no gesto de cada jovem artista que ousa começar. Vive na memória afetiva de quem aprendeu a olhar o mundo com mais profundidade. Vive como chama que não se apaga.
Dirce Montechiari não deixou apenas obras. Deixou um caminho. E sua trajetória permanece como testemunho luminoso de que resistir também pode ser um ato de beleza (David Massena - março de 2026).

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