Fernanda Curdi é secretária interina de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Governo do Estado do Rio de JaneiroDivulgação
A tendência de alta se intensifica em 2025, sinalizando a possibilidade de um novo recorde até o fim do ano. Apenas entre janeiro e maio, a Jucerja contabilizou 16.527 novos negócios abertos por mulheres no Estado – um salto de 18,5% em comparação com o mesmo período de 2024.
Esse impulso reforça o papel essencial das mulheres fluminenses na dinâmica econômica do Estado. Nos cinco primeiros meses de 2025, as empresas abertas por mulheres já representam 45% do total de novos negócios registrados em território fluminense, que atingiu 36.411 no período. Além de refletir o crescente protagonismo feminino, esse dado evidencia o impacto positivo das políticas públicas voltadas para o fomento ao empreendedorismo.
A força do empreendedorismo feminino se espalha por diversas regiões do estado. Entre janeiro e junho deste ano, os municípios com maior número de empresas abertas por mulheres foram o Rio de Janeiro, com 8.450 novos negócios; Niterói, com 1.330; Duque de Caxias, com 542 novos; Nova Iguaçu, com 445; e São Gonçalo, com 439. Esses números demonstram não apenas a capilaridade do movimento empreendedor feminino, mas também a diversidade de perfis e áreas de atuação que vêm transformando a economia local.
O expressivo avanço do empreendedorismo feminino não se deu por acaso. É resultado direto de um ambiente cada vez mais propício à inovação e à criação de negócios por mulheres. Esse cenário tem sido impulsionado por ações estratégicas do Governo do Estado, que visam reduzir desigualdades, ampliar o acesso ao crédito e fortalecer redes de apoio e capacitação para mulheres que desejam empreender.
A modernização dos serviços da Jucerja tem sido um dos pilares desse processo. A simplificação de procedimentos, a digitalização de serviços e a redução da burocracia são fatores determinantes para estimular a formalização de novos negócios e ampliar as oportunidades para quem deseja empreender, especialmente mulheres que, muitas vezes, enfrentam desafios adicionais nesse percurso.
Mais do que números, o avanço do empreendedorismo feminino representa uma transformação profunda: mulheres fluminenses estão assumindo a liderança de seus próprios caminhos, gerando renda, inovando e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do Estado. É um movimento que merece ser reconhecido, apoiado e celebrado.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.