Fernanda Curdi é secretária interina de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Governo do Estado do Rio de JaneiroDivulgação

O cenário econômico do Estado do Rio de Janeiro tem sido marcado por um avanço consistente e expressivo do empreendedorismo feminino. Dados da Junta Comercial do Estado (Jucerja) revelam uma trajetória contínua de crescimento no número de empresas abertas por mulheres desde 2022. Naquele ano, foram registrados 33.280 novos negócios liderados por mulheres. Em 2023, houve uma leve elevação, com 33.298 registros. Já em 2024, esse movimento ganhou força, atingindo 34.862 empresas abertas por mulheres, representando um crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior.

A tendência de alta se intensifica em 2025, sinalizando a possibilidade de um novo recorde até o fim do ano. Apenas entre janeiro e maio, a Jucerja contabilizou 16.527 novos negócios abertos por mulheres no Estado – um salto de 18,5% em comparação com o mesmo período de 2024.

Esse impulso reforça o papel essencial das mulheres fluminenses na dinâmica econômica do Estado. Nos cinco primeiros meses de 2025, as empresas abertas por mulheres já representam 45% do total de novos negócios registrados em território fluminense, que atingiu 36.411 no período. Além de refletir o crescente protagonismo feminino, esse dado evidencia o impacto positivo das políticas públicas voltadas para o fomento ao empreendedorismo.

A força do empreendedorismo feminino se espalha por diversas regiões do estado. Entre janeiro e junho deste ano, os municípios com maior número de empresas abertas por mulheres foram o Rio de Janeiro, com 8.450 novos negócios; Niterói, com 1.330; Duque de Caxias, com 542 novos; Nova Iguaçu, com 445; e São Gonçalo, com 439. Esses números demonstram não apenas a capilaridade do movimento empreendedor feminino, mas também a diversidade de perfis e áreas de atuação que vêm transformando a economia local.

O expressivo avanço do empreendedorismo feminino não se deu por acaso. É resultado direto de um ambiente cada vez mais propício à inovação e à criação de negócios por mulheres. Esse cenário tem sido impulsionado por ações estratégicas do Governo do Estado, que visam reduzir desigualdades, ampliar o acesso ao crédito e fortalecer redes de apoio e capacitação para mulheres que desejam empreender.

A modernização dos serviços da Jucerja tem sido um dos pilares desse processo. A simplificação de procedimentos, a digitalização de serviços e a redução da burocracia são fatores determinantes para estimular a formalização de novos negócios e ampliar as oportunidades para quem deseja empreender, especialmente mulheres que, muitas vezes, enfrentam desafios adicionais nesse percurso.

Mais do que números, o avanço do empreendedorismo feminino representa uma transformação profunda: mulheres fluminenses estão assumindo a liderança de seus próprios caminhos, gerando renda, inovando e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do Estado. É um movimento que merece ser reconhecido, apoiado e celebrado.
* Fernanda Curdi é secretária interina de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Governo do Estado do Rio de Janeiro