Douglas RuasDivulgação

Depois de mais de uma década, nos dias 11, 12 e 13 de agosto, o estado do Rio de Janeiro será palco de importantes discussões entre a sociedade civil fluminense e o poder público, com a realização da 6ª Conferência Estadual das Cidades.
À frente dessa jornada, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), promove o evento que marca o início de um novo ciclo de diálogo, escuta ativa e construção coletiva; um marco essencial para o futuro urbano do nosso estado.
Vinculado à Secid, o Conselho Estadual das Cidades, retomado em 2023, foi fundamental na reorganização desse processo, que tem se mostrado um sucesso: 75 dos 92 municípios fluminenses realizaram suas conferências, com o apoio e acompanhamento da secretaria em cada um dos encontros.
Isso demonstra que, além de ser um estado plural, formado por imensas riquezas naturais e culturais, o Rio de Janeiro tem moradores que desejam debater os desafios históricos persistentes. A desigualdade socioespacial, a segregação urbana, a carência de serviços essenciais e os impactos crescentes da crise climática exigem respostas urgentes, uma visão integrada e, acima de tudo, compromisso com a justiça social. A Conferência Estadual é o ambiente ideal para buscarmos respostas.
Sob o tema “Construir a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: Caminhos para Cidades Inclusivas, Democráticas, Sustentáveis e com Justiça Social”, a conferência reunirá representantes do poder público, movimentos sociais, universidades, organizações da sociedade civil e cidadãos fluminenses em um debate amplo, plural e democrático sobre o presente e o futuro das nossas cidades.

A construção de cidades mais humanas e inclusivas requer políticas públicas que assegurem moradia digna, mobilidade urbana de qualidade, saneamento básico universal, acesso equitativo a serviços essenciais, preservação ambiental e espaços urbanos que promovam a convivência, pertencimento e bem-estar coletivo.
Mas nada disso é possível sem planejamento sério, participação popular e compromissos reais com quem vive e sente a cidade no dia a dia.
Como gestor público e deputado estadual licenciado, reafirmo aqui minha convicção: não há transformação urbana verdadeira sem a participação ativa da sociedade. O território precisa ser ouvido, respeitado e integrado às decisões. A política urbana deve ser construída com base em pactos sólidos com a população.
Que esta conferência seja um momento mobilizador e transformador. Que dela nasçam propostas concretas, compromissos efetivos e novas articulações entre Estado, municípios e sociedade civil organizada. Temos diante de nós uma oportunidade histórica de construir cidades mais justas, sustentáveis e preparadas para o futuro.
Douglas Ruas é secretário de Estado das Cidades