Vacinação segue disponível em diversas unidades e é principal forma de proteção contra doenças viraisFoto: Ilustração

Rio das Ostras - Rio das Ostras acende o sinal de alerta e intensifica o chamado à vacinação após a confirmação de casos de sarampo no Brasil em 2026. Mesmo sem registros locais, o avanço da doença em outras regiões acendeu a atenção das autoridades de saúde, que reforçam a importância da imunização como principal barreira contra o vírus.
O cenário preocupa porque os dois casos identificados neste ano foram importados, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. A situação reacende o risco de reintrodução da doença no país, que mantém o status de eliminação da circulação endêmica graças à vacinação.
A mobilização na cidade tem como foco ampliar a cobertura vacinal e evitar que a doença volte a circular. A imunização contra sarampo e rubéola está disponível em 12 unidades da rede pública, distribuídas em diferentes bairros, facilitando o acesso da população.
As equipes de saúde destacam que a proteção começa ainda na infância. A primeira dose da vacina tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses, enquanto a segunda dose, a tetraviral, ocorre aos 15 meses. Adultos também precisam ficar atentos, principalmente aqueles que não têm certeza se foram imunizados.
Quem pretende viajar para o exterior deve redobrar os cuidados. A recomendação é tomar a vacina com pelo menos 15 dias de antecedência, garantindo tempo suficiente para a proteção do organismo. A imunização não é indicada para gestantes e pessoas com imunidade comprometida.
O alerta ganha ainda mais força diante dos números registrados nas Américas. Entre 2025 e o início de 2026, foram mais de 15 mil casos confirmados de sarampo, um aumento expressivo em comparação ao ano anterior. A transmissão acontece pelo ar e pode ocorrer em situações simples do dia a dia, como conversar, tossir ou espirrar.
Além da prevenção, a orientação é ficar atento aos sintomas. Febre alta e manchas vermelhas pelo corpo são sinais que exigem procura imediata por atendimento médico. A resposta rápida pode evitar complicações e interromper possíveis cadeias de transmissão.
A estratégia adotada na cidade reforça uma mensagem direta: manter a caderneta de vacinação atualizada é um cuidado coletivo. A proteção individual ajuda a preservar toda a comunidade e mantém o município longe de novos casos.