Profissionais do Nasca participaram de roda de conversa sobre diversidade, direitos e acolhimento humanizado em Rio das OstrasFoto: Divulgação

Rio das Ostras - O cuidado com a infância e a adolescência ganhou um novo espaço de reflexão dentro da rede pública de saúde de Rio das Ostras. Profissionais do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, o Nasca, participaram de uma roda de conversa voltada ao letramento racial e à garantia de direitos de crianças e adolescentes LGBTI+. A ação marcou a data da abolição da escravatura e abriu espaço para debates sobre respeito, inclusão e acolhimento dentro do ambiente de saúde.
A atividade reuniu toda a equipe da unidade, desde recepcionistas e auxiliares administrativos até médicos, enfermeiras, nutricionistas e psicólogas. A proposta foi ampliar o diálogo sobre práticas mais humanizadas e fortalecer um atendimento livre de preconceitos e discriminação.
Durante o encontro, os participantes discutiram a importância de enxergar cada paciente de forma integral, considerando suas vivências, identidade, realidade social e necessidades emocionais. O debate também destacou o papel dos profissionais da saúde na construção de um ambiente seguro e acolhedor para crianças e adolescentes.
A coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde dos Adolescentes, Andréa Viana, ressaltou que cada servidor possui uma função importante dentro desse processo de cuidado humanizado.
“Cada profissional, dentro da sua atuação, contribui para que o atendimento seja mais respeitoso, acolhedor e atento às diferentes realidades. O SUS precisa ser um espaço onde todas as pessoas se sintam protegidas e respeitadas”, destacou.
Para enriquecer a conversa, o encontro contou com a participação do coordenador do Centro de Cidadania LGBTI+ da Baixada Litorânea, Willysson Barbosa, e do psicólogo Igor Portela, que compartilharam experiências e reflexões sobre inclusão, direitos e combate à discriminação.
A iniciativa foi organizada pela Área Técnica de Saúde de Adolescentes e pela gerência do Nasca, reforçando o compromisso da unidade em promover não apenas assistência médica, mas também escuta, empatia e valorização da diversidade dentro da saúde pública.