Jhonathan de Oliveira, presidente do Grupo Ostras G Diversidade, acompanha a família de Gean Souza Nunes e cobra respostas diante dos casos de LGBTfobia em Rio das OstrasFoto: Reprodução Vídeo Rede Social
Luta contra LGBTfobia ganha força após morte de jovem em Rio das Ostras
Jhonathan de Oliveira, do Grupo Ostras G Diversidade, aciona o Ministério Público, acolhe família de Gean e cobra políticas afirmativas
Rio das Ostras - A morte de Gean Souza Nunes, de 27 anos, ultrapassou os limites da investigação policial e passou a mobilizar também entidades que atuam na defesa da população LGBTQIA+ em Rio das Ostras. Presidente do Grupo Ostras G Diversidade, Jhonathan de Oliveira acionou o Ministério Público para tratar de casos de LGBTfobia no município e iniciou um trabalho de acolhimento junto à família do jovem.
Natural de Macaé, Gean foi encontrado morto na madrugada do dia 14, na região da Lagoa de Iriry, com um ferimento profundo no pescoço, aparentemente provocado por arma branca. O caso é investigado como homicídio doloso pela 128ª Delegacia de Polícia.
A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica do crime, identificar o responsável e apontar a motivação. Até o momento, não há informação oficial que confirme relação entre a morte e LGBTfobia.
A mãe de Gean, Josiane Haller, prestou depoimento na delegacia e contou que falou com o filho pela última vez na noite anterior. Segundo ela, Gean disse que sairia, mas não voltou para casa. Abalada, pediu justiça e fez um apelo para que qualquer pessoa que tenha informações procure a polícia.
"Se alguém souber de alguma coisa, que entre em contato com a polícia, porque vai ajudar muito e, com certeza, isso vai ser desvendado."
Além do acompanhamento da família, Jhonathan defende que o caso sirva para ampliar a discussão sobre proteção, acolhimento e enfrentamento à LGBTfobia. O Grupo Ostras G Diversidade também cobra do poder público municipal a adoção de políticas afirmativas voltadas à população LGBTQIA+.
A proposta é transformar a mobilização em ações permanentes de prevenção à violência, garantia de direitos e fortalecimento da rede de proteção.
Enquanto a investigação segue na 128ª DP, a família de Gean aguarda respostas sobre as circunstâncias da morte. Para o movimento LGBTQIA+, o momento também reforça a necessidade de ampliar o debate sobre segurança, respeito e cidadania em Rio das Ostras.
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