Rio tem 1.328 casos de varíola dos macacos registradosMilene Dias Miranda/IOC/Fiocruz
Rio registra 1.327 casos de varíola dos macacos
Estado contabiliza cinco mortes desde o início do surto da doença
Rio – A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou nesta quinta-feira (29) que já foram confirmados 1.327 casos de varíola dos macacos (monkeypox) no estado do Rio de Janeiro. Outros 327 seguem sob investigação e 149 pacientes são tratados como prováveis casos. No estado, 3.146 casos já foram descartados.
O Rio tem um total de 4.949 casos notificados e apenas cinco óbitos desde o início do surto da doença. Das seis pessoas em tratamento com Tecovirimat, cinco estão com o procedimento concluído. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS-RJ) e foram atualizados às 17h26.
Com a atualização desta quinta-feira, a Região Metropolitana I totaliza 1.120 pacientes infectados. Também foram registrados 140 na Região Metropolitana II, 17 na Baixada Litorânea, 11 no Médio Paraíba, sete na Região Serrana, cinco no Norte Fluminense, três na Baía de Ilha Grande, dois no Noroeste do Estado do Rio, um no Centro Sul, dois não informados e 19 que residem em outro estado.
Do total de pacientes infectados pela doença, 1.216 são homens, correspondendo a 91,6%. Além disso, são 932 casos em pessoas entre 20 e 39 anos. A principal forma de contágio da doença permanece sendo o contato sexual, representando 35,49% dos casos.
As erupções cutâneas e a febre ainda são os principais sinais da doença. No estado, 1.121 casos apresentaram as feridas como sintoma, ao passo que 755 pessoas se queixaram de febre.
A SES informa que, nesta quarta-feira (28), o registro de casos confirmados havia sido publicado de forma incorreta, com o número 1.328 sendo apresentado. Isto ocorreu pois um dos novos casos acidentalmente foi adicionado duas vezes na base de dados, problema que já foi corrigido.
OMS prevê que fim das emergências de covid-19 e varíola dos macacos deve acontecer em 2023
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, no dia 14 de dezembro, esperar que a Covid-19 e a varíola dos macacos deixem de ser emergências de saúde pública em 2023. A previsão considera que ambas as doenças deixaram para trás as fases mais perigosas.
Há quase três anos do surgimento do novo coronavírus, e a OMS assinalou na época que a Covid veio para ficar, mas que deve ser gerenciada em conjunto com outras doenças respiratórias. O diretor da organização Tedros Adhanom Ghebreyesus falou sobre o número de óbitos pela doença na semana anterior.
"Na semana passada, menos de 10 mil pessoas morreram. Ainda são 10 mil mortes a mais, e os países ainda podem fazer muito para salvar vidas", declarou, em coletiva de imprensa. "Mas, percorremos um longo caminho. Temos esperança de que, em algum momento no próximo ano, possamos dizer que a Covid-19 não é mais uma emergência de saúde global."
Ghebreyesus acrescentou que o comitê de emergência da OMS, que o assessora em suas declarações de emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, sigla em inglês), começará a discutir em janeiro como será o fim desta fase.
Maria van Kerkhove, que lidera a parte técnica da gestão do coronavírus na organização, explicou que o comitê irá analisar a epidemiologia, as variantes e o impacto do vírus. Embora ainda se esperem ondas de contágios, a pandemia "não é o que era no começo", e as infecções já não geram tantas internações ou mortes, apontou.

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