CEO da Redesign Consultoria, Daniele Soares Divulgação

Rio - Empreendendo em um mercado predominantemente masculino, a CEO e fundadora da Redesign Consultoria, Daniele Soares, tem aberto horizontes com parcerias internacionais, para serviços de cloud (plataformas e outros serviços hospedados em nuvens que podem ser acessados pela internet), redesenhando os processos das empresas e capacitando as pessoas, sem perder o olhar humanizado em meio a tanta tecnologia. Sob o lema 'Ser melhor fazendo o outro melhor', a empresária, que toca a Redesign da sede na Freguesia, Jacarepaguá, criou o projeto Time Suricatos, que prepara de forma gratuita jovens para a área de Automação Robótica de Processos (RPA), inteligência artificial e tecnologia em geral. Formada em Gestão de Negócios e com foco em administração, marketing e inovação, Daniele conversou com O DIA sobre o seu projeto social e sobre como vê o futuro do mundo corporativo.

Poderia explicar o diferencial da Redesign em relação a outras consultorias de TI?

A Redesign não é apenas uma consultoria tradicional de TI, nós somos focados em ‘Business Transformation’, queremos transformar pessoas e negócios através da democratização de tecnologias avançadas. Temos grande expertise estratégica porque sempre trabalhamos com projetos neste nível executivo. Não trabalhamos com sistemas básicos ou de prateleira, agregamos visão de negócios redesenhando as operações com tecnologias disruptivas como o uso de automações RPA, inteligências artificial e chat bots.

Como é possível derrubar o tão falado – e temido – pensamento de que robôs e pessoas estão em campos opostos, o primeiro tirando o espaço do segundo?

É natural que num primeiro momento nós, seres humanos, tenhamos alguma resistência, foi assim com Uber, Ifood e tantas outras tecnologias e inovações. Mas a forma como é levado o conhecimento faz a diferença. Não queremos tirar o humano da operação, queremos valorizar. Queremos que as tarefas nobres e analíticas sejam realizadas por nós. Queremos ter espaço para utilizar as habiliodades como criatividade e deixar que a repetição braçal seja feita pelas máquinas.

E como fazer?

Para isso, precisamos levar conhecimento aos usuários, acelerar a curva de aprendizado e democratizar esses projetos. Todos nós já temos, por exemplo inteligência artificial em nossos celulares; no nosso dia a dia, facilidades infinitas com aplicativos , alexa, siri... e quando chegamos nos ambientes corporativos, às vezes vemos muito papel, processos lentos e ineficientes. Não estamos em campos opostos aos robôs, nós queremos que eles trabalhem para nós. Quem não gostaria de um assistente virtual para fazer as tarefas mais repetitivas e chatas? Ao mesmo tempo, é nossa responsabilidade e de todas as empresas darmos oportunidade para as pessoas aprenderem a conviver com este novo modelo e se desenvolverem através da tecnologia, até mesmo se recolocando nos novos postos de trabalho que estão surgindo.

Como funciona o Time Suricatos?
O Time Suricatos é a nossa área de formação e capacitação. Já é uma realidade, digo que é nossa escolinha de base. E está focado em desenvolver e dar oportunidade para iniciantes no mercado ou pessoas que queiram se recolocar.

Quem está custeando o projeto?
Hoje, totalmente custeado por nós. É um projeto sendo prototipado que já tem uma taxa de sucesso bem bacana. Mas tenho grandes planos para ele e tenho conversado com empresas patrocinadoras que querem participar e investir no programa.

Você tem uma previsão de quanto jovens cariocas poderão ser beneficiados este ano?
Nosso planejamento estratégico será apresentado em fevereiro. Mas a meta para o primeiro trimestre é para pelo menos 12 participantes com taxa de sucesso concluída com ótimas avaliações.

Há alguma exigência de formação para concorrer a uma vaga no Suricatos?
Depende. Para vagas mais técnicas, por exemplo, precisamos que o candidato tenha basicamente boa noção de lógica , banco de dados, alguma linguagem de programação. Mas para outras vagas, pode não ter essas exigências. Avaliamos muito também o perfil com as soft skills [habilidades emocionais].

Você acredita que a máxima ‘A transformação nos une’ cabe em qualquer empresa?
A frase nasceu para uma campanha que fizemos e veio do nosso propósito que é 'Ser Melhor Fazendo o outro Melhor'. Nós acreditamos que a transformação é vital para nós, humanos, mais do que nunca. Precisamos olhar para o nosso dia a dia, em casa, na família, no trabalho. Nossa forma de viver, nos relacionar e nos comunicar vem mudando de jeito acelerado e isso não pode ser um separador. Não podemos nos transformar construindo muros e estando em lados opostos, precisamos unir forças, ideias. Precisamos de colaboração, não apenas para construir trabalhos e empresas melhores. Precisamos que esta frase nos traga empatia para ouvir, respeitar, entender e mudar o que precisamos. Se não for assim, com união, não iremos a lugar algum.
Com relação aos ambientes corporativos?
Não apenas falando de ambientes corporativos, estou falando sobre o que queremos para nossa vida nos próximos anos, o que queremos para os nossos filhos.