Os três criminosos precisaram arrancar algumas grades das celas para que pudessem sair, dando início a fugaDivulgação
Em parte da decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière, o magistrado cita que "os fatos ventilados revelam um quadro que expõe fundadas suspeitas de falhas grosseiras e/ou ações e/ou omissões ilícitas de servidores da Secretaria de Administração Penitenciária, capazes de comprometer a disciplina, ordem e segurança da unidade prisional".
Na sequência, dentre as perguntas feitas à Seap, Rulière questionou no que diz respeito a quantos servidores estavam trabalhando no dia do ocorrido - com a devida identificação de todos; qual era a quantidade de postos cobertos e descobertos; como ocorreu a saída dos presos dos alojamentos, uma vez que estavam em celas distintas; como os presos ultrapassaram as grades da cela; considerando que o local possui sistema de gerador no caso de queda de luz, por que este não imediatamente acionado para a manutenção da operação das câmeras e, por fim, quantas vezes, nos últimos três meses, foram registradas quedas de energia.
De acordo com parentes de detentos, as visitas forma suspensas e que internos foram agredidos durante uma vistoria.
"No dia da fuga, só tinha cinco na turma, contando com o RAS (Regime de Horas Extras). Não tinha sete, como foi falado. Está tudo lançado no livro”, disse um agente ouvido pelo G1.
"O gerador não está armando, só está funcionando no manual. Para ligar, o servidor precisa sair da unidade. E para sair, tem que ligar para o diretor. E como é que liga para o diretor se os telefones do complexo estão inoperantes há seis meses?", contou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.