Juliana Leite Rangel foi baleada na cabeça pela PRF na véspera de NatalReprodução/Redes sociais

Rio - Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na véspera de Natal, teve a sedação totalmente suspensa na manhã desta quinta-feira (2). Segundo o boletim médico, a paciente apresentou boa resposta, abrindo os olhos de forma espontânea e começando a interagir.

Internada há mais de uma semana no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias, a jovem já havia começado a despertar e a responder a estímulos na terça-feira (1º). O estado geral de saúde dela segue grave, porém mantendo melhora clínica progressiva a cada dia.

Ainda de acordo com a unidade, Juliana segue em protocolo de redução da ventilação mecânica, também tolerando bem a redução desse suporte. Do ponto de vista neurológico, ela vem progredindo o nível de consciência, sem novos déficits, com despertar espontâneo e interação com o meio, mas ainda não sendo possível avaliação completa de possíveis sequelas permanentes.

O processo de desmame de ventilação mecânica seguirá de acordo com a tolerância da paciente. Ela segue em terapia intensiva, em acompanhada pelo serviço de neurocirurgia em conjunto com equipe multidisciplinar.
Relembre o caso
Juliana foi atingida na cabeça por um tiro de fuzil no dia 24 de dezembro, na Rodovia Washington Luiz (BR-040). A vítima passava pela via, quando o carro em que estava com a família foi alvo de disparos. Em um vídeo que circula nas redes sociais, o pai da jovem, que dirigia o veículo, afirma que os tiros partiram de agentes da PRF.
Segundo a mãe de Juliana, os policiais atiraram mais de 30 vezes contra o carro da família. Além da jovem e a mãe, estavam no carro o pai da vítima, um outro filho do casal e a mulher dele. Eles saíram de Belford Roxo e seguia para a casa de uma irmã de Juliana, em Niterói, onde celebrariam o Natal.
A Polícia Rodoviária Federal afastou preventivamente os agentes que balearam a jovem. O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou um Procedimento Investigatório Criminal analisar se houve tentativa de homicídio por parte dos agentes.