Rio - As secretarias municipais de Saúde (SMS) e de Educação (SME) iniciaram, nesta segunda-feira (24), a Semana de Mobilização de Combate à Dengue, que promove ações de combate ao mosquito da dengue nas escolas municipais de todas as regiões da cidade.
A semana, que começou a partir de atividades no GET Suíça, na Vila da Penha, na Zona Norte, também tem como foco outras arboviroses. Segundo o subsecretário Municipal de Saúde Renato Cony, a prevenção é a melhor forma de evitar uma nova grande epidemia.
“Em 2025 a gente está num cenário melhor do que 2024. Ano passado foi uma epidemia muito grande comparada com as outras da cidade. Esse ano a gente está acima do nosso limiar superior, mas ainda não está no estado de epidemia. Temos aproximadamente 10 mil casos e a Secretaria de Saúde está tomando todas as medidas para mitigar os novos focos de mosquitos, mas essa conscientização da população é fundamental. Por isso esse programa de conscientização com as crianças, porque eles levam essa informação para casa e garantem que aquela família gaste os seus 10 minutos por semana para eliminar focos e para conscientizar a comunidade no entorno”, explicou.
Mais de 1.500 escolas estão promovendo atividades para os alunos com objetivo de conscientizar sobre a importância de acabar com os focos do mosquito. No momento, a vacinação contra a doença está sendo voltada para o público entre 10 a 16 anos.
“Hoje nós estamos vacinando todas as pessoas entre 10 e 16 anos, ainda temos 90 mil pessoas que não foram tomar a sua segunda dose, e essas doses estão garantidas, estão guardadas, e a gente está monitorando os estoques”, disse.
E completou, explicando que, caso as pessoas não se vacinem, a tendência é que a faixa etária aumente: “Os estoques ainda têm uma data de validade muito adequada, caso essa data se aproxime do seu fim, a gente vai ampliar novamente para uma nova faixa da população”.
De acordo com o secretário Municipal de Educação Renan Ferreirinha, cada coordenadoria regional de educação tem uma escola eleita como ponto central para as atividades da semana.
“São escolas espalhadas por toda a nossa cidade, cada coordenadoria regional de educação, tem uma escola ponto focal, onde uma campanha mais ativa está acontecendo, para poder motivar todas as escolas de cada canto da nossa cidade para que a gente passe o recado de que vamos vencer essa luta contra a dengue. E para isso a gente precisa conscientizar as nossas crianças, porque elas acabam servindo de multiplicadores para cada família carioca”, expôs.
Para o secretário, ensinar as crianças é sinônimo de ensinar aos responsáveis de cada residência como lidar com a dengue e como prevenir novos casos da doença.
“Quando a gente ensina uma criança, estamos fazendo com que cada casa da nossa cidade possa ser impactada. Então uma série de atividades estão sendo bem pensadas, atividades pedagógicas, educativas, em parceria com a saúde também, com as respectivas Clínicas da Família para que a gente consiga fazer desse final de fevereiro um período marcante para que o ano 2025 seja muito melhor no combate à dengue no nosso país, aqui a partir do Rio de Janeiro”, contou.
A campanha também é, para Ferreirinha, uma forma de facilitar o acesso à saúde para os que, por algum motivo, não conseguem buscar em outros períodos. “As escolas têm um papel muito importante nesse processo, porque a escola é o melhor equipamento possível na garantia dos direitos. Então quando uma criança recebe alguma informação, bota na agenda, o pai e a mãe ficam sabendo. E quando a gente leva a vacina, leva a informação até a escola, a gente também está auxiliando as famílias, que muitas vezes não estão indo atrás de alguma questão de saúde, não porque não querem, mas porque não podem dentro da sua rotina. Então o nosso trabalho aqui é poder facilitar esse processo”.
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