Vítima fez exame de corpo de delito, que comprovou lesão por ação contundenteArquivo pessoal

Rio - Uma fisioterapeuta de 23 anos denuncia ter sido agredida no bar Vilah Ginkeria, no bairro Vista Alegre, Zona Norte, na madrugada de domingo (23). 
Lesões no joelho de Glasielly após ela cair no chão com os primeiros golpes - Arquivo pessoal
Lesões no joelho de Glasielly após ela cair no chão com os primeiros golpesArquivo pessoal
Segundo Glasielly da Silva Bezerra, ela estava no estabelecimento junto com três amigas quando um homem, que se apresentou como proprietário do local, lhe disse 'belas coxas'. Horas depois, um amigo do homem se aproximou do grupo e ofereceu bebidas e cigarros, convidando-as a permanecer no bar mesmo após o fechamento.
"Eu e minhas três amigas aceitamos. Ele ofereceu bebida, ofereceu cigarro, falando que poderíamos ficar à vontade, e assim fizemos. A minha amiga apertou um cigarro de tabaco e o agressor chegou falando: 'Eu sou dono do local, apaga!'. E foi exatamente o que fizemos, apagamos e chamei minha amiga para irmos embora. Assim que eu estava indo para a varandinha, ele veio atrás de mim e jogou um copo de bebida", diz.
Segundos depois, Glasielly diz que o homem lhe deu um soco e a derrubou no chão. "Ele continuou me dando muitos socos, as minhas amigas gritando socorro e nenhum segurança tentou ajudar. Eu apanhei o suficiente para saber que o segurança demorou para poder separar", desabafa.
A fisioterapeuta disse que ficou machucada no chão enquanto os seguranças levaram o homem para dentro do estabelecimento, fechando a porta em seguida. Mesmo assim, ele chegou a sair novamente e fazer ameaças contra a vítima, a chamando de 'travesti'.
A vítima acionou a polícia e aguardou no local, mas, com a demora e receio de que o agressor voltasse armado, decidiu ir diretamente à 38ª DP (Brás de Pina), onde registrou a ocorrência como lesão corporal e injúria por preconceito. Glasielly foi submetida a exame de corpo de delito, que comprovou lesão por ação contundente. Ela ficou com ferimentos nos joelhos, rosto e coxa.
O bar Vilah Ginkeria se pronunciou por meio de nota nas redes sociais, afirmando repudiar qualquer tipo de violência e se colocando à disposição das autoridades.
"O Vilah Ginkeria repudia qualquer ato de violência dentro e fora da casa, estamos apurando o acontecido no último final de semana e à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário. Tendo em vista que no suposto ocorrido a casa já estava com suas atividades encerradas e as portas estavam fechadas. Vale ressaltar que o Vilah Ginkeria é uma casa de entretenimento e aberto para todos os públicos e gêneros sem nenhuma discriminação", informa o comunicado.
Questionado pelo DIA sobre se o agressor realmente era proprietário do estabelecimento, o bar não se manifestou. A Polícia Civil também foi procurada, mas não deu detalhes das investigações.