Produto é vendido como brinquedo ou réplica de armamentos esportivos Reprodução / Redes Sociais
O Rio está seguindo a mesma linha de outras cidades que já proibiram a circulação e a comercialização dessas armas no Brasil, como Paulista, Caruaru, Olinda e Limoeiro, todas no estado de Pernambuco.
O projeto agora volta à pauta em segunda discussão e caso seja aprovado, segue para a sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes.
Popularizado entre os jovens desde 2024, o produto costuma ser vendido como brinquedo ou réplica de armamentos esportivo no comércio formal e informal. As chamadas "blasters de gel" passaram a representar riscos à integridade física de crianças e adolescentes, além de problemas de segurança pública.
Muitos modelos "imitam" fuzis de uso restrito, como o AK-47, e há registros de ferimentos em "combates" combinados pela internet.
Em dezembro de 2024, um grupo de aproximadamente 50 jovens protagonizou uma verdadeira "guerra" com armas de gel em Vista Alegre, Zona Norte. A ação foi registrada por moradores, que flagraram a correria em vídeos. Nas imagens, é possível ver as pessoas disparando as munições de gel umas contra as outros.
Elas também são usadas em assaltos, simulando armas de verdade.
Em abril de 2025, a Polícia Civil realizou a Operação Brinquedo Legal com objetivo de coibir a comercialização de armas de gel. Foram apreendidos cerca de 500 produtos deste tipo. Os agentes cumpriram 12 mandados de busca na capital e em Niterói.
O alvo da operação foi uma rede de lojas direcionada ao público infantil. O Inmetro, autarquia que regula produtos e serviços, aponta que as armas de gel não são consideradas brinquedos e são impróprias para consumo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.