Rio - O delegado Robinson Gomes, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), informou que o cerco para prender Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anos, apontada como mandante da morte de Laís de Oliveira Gomes Pereira, está se fechando. Segundo ele, a foragida corre risco de vida devido a possíveis retaliações de populares.
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O crime, ocorrido no dia 4 de novembro, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, causou forte comoção na população por causa da crueldade. Laís foi executada com um tiro na nuca, na frente do filho de 1 ano e 8 meses. "Gostaria de dar um alerta para Gabrielle. Que ela se entregue, pois corre um sério risco de vida. Houve uma grande comoção no bairro Imbariê e, se ela estivesse lá, correria sério perigo", afirmou o delegado fazendo referência a um possível linchamento.
De acordo com Gomes, a suspeita mudou a cor do cabelo e passou a usar óculos para tentar se disfarçar. "Ela está de cabelo preto e usando óculos. Quem puder ajudar, caso a veja, entre em contato com o Disque Denúncia", pediu o delegado.
A DHC realizou buscas por Gabrielle na Rocinha, em Duque de Caxias e em Campo Grande. Na última quarta-feira (12), os advogados da suspeita informaram à Polícia Civil que ela não pretende se entregar.
O Disque Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz pedindo informações sobre a localização de Gabrielle, que tem mandado de prisão temporária expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) por homicídio qualificado. Ela é considerada foragida.
Comparsas já se entregaram
Na segunda-feira (10), Davi de Souza, autor dos disparos, se apresentou à polícia. Ele foi levado para o Presídio José Frederico Marques, onde permanece preso. Na sexta-feira (7), Erick Santos Maria, que pilotava a moto usada no crime, também havia se entregado. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois circulando nas proximidades antes da execução.
A DHC concluiu que Erick deu suporte a Davi, que estava na garupa, e a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva de ambos.
Relembre o caso
Grabrielle é a atual companheira do ex-marido de Laís e tentava obter a guarda da outra filha da vítima, de 4 anos. Ela teria arquitetado o plano criminoso com o objetivo de obter a guarda exclusiva da filha mais velha da vítima.
De acordo com as investigações, a suspeita demonstrava comportamento possessivo em relação à criança e ofereceu cerca de R$ 20 mil para que Davi e Erick executassem a vítima. Nas redes sociais, Gabrielle agia como a mãe da filha de Laís.
Segundo relatos, ela fazia uma espécie de competição e rivalizava o relacionamento das duas, inclusive com festas de aniversário. De acordo com o delegado Robinson Gomes, ela chegou a entrar com um pedido de guarda exclusiva, que não foi atendido pela Justiça.
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