Bruno Rodrigues da Fonseca Divulgação

Rio - O ex-policial militar Bruno Rodrigues da Fonseca foi condenado a 35 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada e homicídio qualificado, que aconteceu em abril de 2017, no município de Seropédica, na Baixada Fluminense.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em decisão publicada nesta quarta-feira (12), Bruno planejou e participou do assassinato de Joanzemberg Gonçalves Ferreira, morto a tiros em via pública na frente do seu irmão.
Após o crime, o corpo foi colocado no porta-malas do carro conduzido pelo réu e nunca mais foi localizado. A motivação teria sido a recusa da vítima em vender um caminhão nas condições impostas pelo ex-policial militar.
De acordo com as investigações, Bruno participava, desde 2015, de uma milícia armada com atuação em diversos bairros de Seropédica, voltada à prática de extorsões, homicídios e outros crimes. O grupo cobrava da população o pagamento de “taxas de segurança” e mantinha vínculo com milicianos da Zona Oeste, funcionando como uma espécie de “franquia” da organização liderada por Danilo Dias Lima, o “Tandera”, um dos criminosos mais procurados do estado.
O julgamento do caso foi transferido para a capital, por conta do poder de intimidação do réu e a proximidade com o miliciano “Tandera”. Em uma sessão anterior, uma jurada precisou ser retirada do plenário após sofrer uma crise de ansiedade ao ouvir o nome do miliciano, declarando não ter condições de julgar o caso por medo de represálias.
A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Junto ao I Tribunal do Júri da Capital.