Gabrielle mudou o visual na tentativa de dificultar as buscas Érica Martin/Agência O DIA

Rio - Novas imagens obtidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) mostram o novo visual de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anos, apontada como mandante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, executada com um tiro na nuca, na frente do filho de 1 ano e 8 meses, em Sepetiba, na Zona Oeste.


Nesta quinta-feira (13), agentes fizeram buscas por Gabrielle na Rocinha, na Zona Sul, mas ainda não a encontraram. No dia anterior, as equipes já haviam procurado em outros dois endereços ligados a ela: em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Campo Grande, na Zona Oeste.
As diligências seguirão em andamento ao longo desta tarde. De acordo com as investigações, ela pagou R$ 20 mil para que Davi de Souza, auxiliado por Erick Santos, matasse Laís, já que nutria uma obsessão pela filha de 4 anos da vítima, fruto da relação com com seu atual companheiro, e desejava a guarda definitiva da garota.
Para ajudar nas buscas, o Disque Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz pedindo informações sobre a localização de Gabrielle, contra quem há um mandado de prisão temporária, expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), pelo crime de homicídio qualificado. Ela é considerada foragida.
Envolvidos no assassinato se entregaram
Na tarde desta segunda-feira (10), Davi de Souza, responsável pelo disparo, se entregou à polícia. Segundo o delegado, ele pediu ajuda da mãe, que ligou para o Disque Denúncia e marcou um encontro. "Ela fez contato com o Disque Denúncia dizendo que o filho estava querendo se entregar. A vontade plena foi do Davi, que depois fez contato comigo, e marcamos um local para ele se entregar", disse Robinson ao DIA.
Na sexta-feira (7), Erick Santos Maria, que pilotava a moto usada no momento do crime, já havia se entregado. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão temporária por envolvimento no assassinato. As investigações analisaram imagens de uma câmera de monitoramento da região, que flagrou o momento em que os suspeitos circulavam nas proximidades, antes do crime. A especializada concluiu que o motorista deu auxílio ao responsável pelos disparos, que estava na garupa, e a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva.
*Colaborou Érica Martins