Flávio Lopes saiu de casa para vender o carro e não foi mais vistoAcervo pessoal
Segundo a irmã de Flávio, ele havia dito que estava negociando a venda do carro, um Citröen C3 Hath cinza, com uma mulher desconhecida. Na quarta-feira (17), ele saiu ao encontro desta pessoa para fazer a venda do veículo, no bairro do Méier.
“Achamos que se trata de um golpe. A pessoa que entrou em contato pode ser um golpista ou bandido, não sabemos. Meu irmão era muito tranquilo. A gente estranhou essa negociação, porque ele sabe que é perigoso negociar com uma pessoa que você não sabe quem é. A ex-mulher do Flávio chegou a falar sobre isso com ele na quarta-feira. Ela disse que o alertou: ‘Olha, isso é perigoso, pode ser uma pessoa se passando por um comprador, pode ser um bandido, pode ser um golpista, cuidado’”, contou Cândida.
No registro de ocorrência, que O DIA teve acesso, Regina Helena, proprietária do apartamento em que Flávio mora atualmente, relatou à polícia que ele disse estar negociando com uma mulher, descrita por ele como “muito bonita”, e que, além da venda do carro, iria arriscar uma paquera.
De acordo com Regina, Flávio não tem o costume de ficar muitos dias fora de casa, o que chamou a atenção quanto a seu sumiço. O homem não informou o local exato em que se encontraria com a mulher, disse apenas que seria no Méier. Antes de desaparecer, ele vestia calça jeans e camiseta.
Angustiada com o sumiço do irmão, Cândida não segurou as lágrimas ao desabafar sobre a incerteza sobre a atual situação de Flávio, que é pai de duas adolescentes. “Está tudo muito confuso. Meus irmãos estão indo para Instituto Médico Legal (IML) para ver se acha o corpo, ontem minhas sobrinhas ligaram querendo saber informações e eu também não estava entendendo nada, porque só soubemos ontem. Está tudo muito bagunçado”, se emocionou.
"Acho que, nessas horas, é só a espiritualidade para nos acalmar, porque meu irmão pode estar vivo, machucado em algum hospital e a gente ainda não achou ou ele pode estar morto. Acho que só a espiritualidade para aquietar o nosso coração e falar: ‘Bem, vocês podem receber uma notícia de que ele ainda está vivo, mas ele já pode nem estar mais aqui no plano físico’. A falta de resposta é muito doloroso”, lamentou.




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