Rio - Com a Mega da Virada pagando o prêmio recorde de R$ 1 bilhão, cariocas movimentam as lotéricas da cidade às vésperas do Réveillon, nesta terça-feira (30). O valor desperta diversos sonhos entre os apostadores, que planejam desde o auxílio a familiares, pessoas em situação de vulnerabilidade, animais de rua a viagens e investimentos.
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Loteria Caramuru, na Rua Duvivier, em Copacabana, Zona Sul, o público não parava de chegar para fazer a famosa "fézinha". Em meio às vendas, a funcionária Vilma Gonçalves, 55 anos, pontuou que o movimento está maior que o do ano passado.
A O DIA, o casal Eliane Gomes, 40, e Leonardo Maia, 39, contou o desejo em comum de "aposentar" toda a família. Eles trabalham com eventos e são moradores da Rua Barata Ribeiro, no mesmo bairro.
"Eu vou sumir daqui por um bom tempo. Deixo todo mundo sem trabalhar. Eu tiro todo mundo, ninguém trabalha durante um ano. Principalmente a mulher", disse Leonardo.
Eliane fez uma aposta arriscada, mas disse contar com a sorte. "Eu fiz uma sequência de 1, 2, 3, 4, 5, 6. Ele falou que a chance é 1 em 10 milhões para você acertar, mas vai que dá, né?", frisou.
Josefá Rodrigues, 39, morador de São Paulo que está a passeio no Rio, explicou que se ganhar pretende voltar para sua terra natal, Salvador, na Bahia.
"São muitos planos, mas primeiro eu vou voltar para minha terra, para Bahia. São 16 anos em São Paulo, vim passar 10 dias aqui no Rio. Se eu ganhar dá para fazer bastante coisa, eu estou participando de um bolão, com bastante gente, mas ainda assim dá aproveitar", relatou.
Com o prêmio, Ana Lucia de Almeida, 63, contou que, se ganhar, pretende ajudar o neto a terminar o curso de Direito e acolher os animais de rua.
"Eu sempre jogo, nunca deixei de jogar, mesmo não sendo a mega da virada. A primeira coisa que eu vou fazer se ganhar é ajudar todas aquelas pessoas que me ajudaram e em segundo lugar, pagar toda a faculdade do meu neto, pra ver ele formado. Eu também pretendo abrir uma casa para cuidar de todos os animais de rua, todos os cães e todas as crianças abandonadas do meu Brasil", afirmou.
Morador da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, Diogo Bringel, 35, estava trabalhando em Copacabana e aproveitou para garantir a aposta. Caso leve o prêmio, o profissional de Educação Física pretende investir o dinheiro.
"Eu vou investir R$1 bilhão e ter o salário que está ali em torno de R$ 6 milhões e ficar tranquilo a vida toda. Com R$ 6 milhões todo mês, eu vou abençoando a vida de muita gente. Vou poder fazer o bem aí para todo mundo, para a família e amigos", narrou.
Há também quem aposta nos meus números todo ano, como é o caso do professor Rodrigo Romualdo, 40. "Se eu ganhar, vou ajudar minha família e comprar um sítio. É R$ R$1 bilhão sobra pra fazer muita coisa. Comprar um sítio, um apartamento aqui em Copacabana. No ano passado eu não acertei nada, mas sempre jogo os mesmos números", contou.
Moradora de Copacabana, a aposentada Maga Claudino apostou nos números escolhidos pelo marido, que estão com grande expectativa de ganhar. Ela, no entanto, teme a violência contra o possível ganhador.
"Eu acho que quem ganha não deve gastar o dinheiro. Deve deixar lá um tempo, não dizer a ninguém, ficar na dela e acabou. Porque a gente não sabe. Hoje em dia o mundo está muito cruel, o mundo, não as pessoas. Você tem que ganhar, agradecer a Deus e dar um tempo com esse dinheiro e depois ver, depois começar a ajudar quem precisa, orfanato ou alguma coisa, e aplicar em você mesmo também. É minha opinião!", frisou.
Ainda dá tempo de apostar?
As apostas podem ser feitas até as 20h desta quarta-feira (31) nas casas lotéricas ou pela internet. Para fazer uma aposta simples, de seis números, é preciso desembolsar R$ 6.
O sorteio será a partir das 22h, com transmissão pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube.
A Mega da Virada não acumula. Ou seja, caso não tenha ganhador com seis dezenas, o prêmio principal é dividido para quem acertar a quina e, assim, sucessivamente.
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