A consumidora Marcelle Oliveira agora presta mais atenção nos medicamentosDivulgação

A empresária Marcelle Santos, de 39 anos, dona do Espaço Cristina Oliveira, salão onde se faz tranças na Penha, nunca foi muito de se preocupar na hora de comprar remédios, mas, com a novela 'Três Graças', acendeu o 'botãozinho' da dúvida, inclusive em relação a genéricos. "A gente fica até cabreira. É tanto golpe na praça que não confiamos em mais nada. Agora vou pesquisar mais e me inteirar sobre o assunto. Não quero levar gato por lebre", diz ela, que esteve numa farmácia no Catete procurando alguns remédios e acabou achando o que queria. Em uma outra farmácia do mesmo bairro, uma atendente, que preferiu não se identificar, contou que depois das novelas alguns idosos chegam lá e brincam: "O medicamento aqui não é do Ferette não", em alusão ao personagem de Murilo Benício na trama das 21h da TV Globo.
O debate sobre medicamentos falsificados ganhou ainda mais visibilidade justamente por produções audiovisuais que abordam os impactos desse tipo de prática na vida dos consumidores. Fora da ficção, o tema é uma preocupação real das autoridades sanitárias, especialmente pelos riscos diretos que oferecem à saúde da população. Atenta a esse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforça o alerta para que os consumidores redobrem a atenção no momento da compra de medicamentos.
A adulteração desses produtos pode comprometer tratamentos, agravar doenças e provocar consequências sérias à saúde dos pacientes. "Medicamentos irregulares representam um risco direto à saúde, porque o paciente acredita estar se tratando corretamente quando, na verdade, pode ter o efeito contrário, agravando a sua situação", explica a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.
Para se proteger, o consumidor deve sempre comprar em estabelecimentos regularizados, além de ter atenção aos detalhes da embalagem, conforme destaca a coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo. "É importante que a população esteja atenta e saiba reconhecer sinais que indiquem possíveis irregularidades, evitando riscos desnecessários à saúde", orienta.