Pesquisa desenvolvida pela UFRJ avalia protocolo internacional e aponta melhora no bem-estar psicológicoReprodução
Conduzida na Divisão de Psicologia Aplicada (DPA) do Instituto de Psicologia da UFRJ, a pesquisa analisa a aplicação de um protocolo de tratamento para baixa autoestima (conhecido pela sigla T'AMA), desenvolvido na Inglaterra. O método parte da premissa de que a baixa autoestima está associada a diferentes sofrimentos psíquicos e pode intensificar quadros de depressão e ansiedade, além de dificultar a resposta a outros tratamentos psicológicos.
Ao longo de dez encontros semanais, com cerca de duas horas de duração cada, os participantes trabalham a identificação de pensamentos autocríticos, crenças negativas sobre si mesmos e comportamentos de evitação. O protocolo combina psicoeducação, exercícios práticos, discussões em grupo e atividades entre sessões, estimulando o apoio social e a troca de experiências.
O estudo segue o modelo de ensaio clínico aleatório e envolve 78 participantes, divididos em três grupos: um submetido ao T’AMA, outro que recebe o tratamento psicoterápico habitual para ansiedade e depressão e um terceiro em lista de espera. Os pesquisadores avaliam autoestima, ansiedade, sintomas depressivos e bem-estar geral antes e após o tratamento, além de acompanhamento posterior.
"A pesquisa foi pensada para gerar um impacto social importante. A baixa autoestima está associada a diversos transtornos psicológicos e pode dificultar outros tratamentos. Nosso objetivo é reduzir sintomas de ansiedade e depressão e fortalecer a autoestima dos participantes, oferecendo uma intervenção estruturada e baseada em evidências”, afirma a pesquisadora responsável, Amanda Londero dos Santos.
"Investir em estudos voltados à saúde mental é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes, acessíveis e baseadas em evidências”, completa Caroline Alves, presidente da Faperj.
A expectativa dos pesquisadores é que, após a consolidação dos dados, o protocolo seja validado e possa ser replicado em hospitais, clínicas-escola e serviços de psicologia, ampliando o acesso da população a um tratamento estruturado, de baixo custo e com potencial de alto impacto social.
Serviços psicológicos gratuitos à população

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