Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prenderam, neste sábado (31), José Gomes da Rocha Neto, quinto envolvido no assassinato do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, ocorrido em outubro do ano passado, em Niterói. O criminoso foi detido na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, após trabalho contínuo de investigação.
As apurações da especializada apontam que o homem teve papel direto no planejamento do homicídio. Ele recebia prestações de contas sobre o monitoramento da vítima, realizado por meses até o crime, além de informações detalhadas sobre a execução e a queima do veículo usado no ataque ao agente.

Com ele, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia. O preso possui anotações criminais por organização criminosa, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Ele também é investigado por integrar o grupo de segurança do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

Esta é a quinta prisão relacionada ao caso. As investigações continuam para esclarecimento de todas as circunstâncias do homicídio.
Quem são os presos
No dia do crime, a Polícia Civil também prendeu dois policiais militares e um outro homem. São eles: cabo Fábio de Oliveira Ramos, lotado no 3º BPM (Méier); Felipe Ramos Noronha, cabo do 15º BPM (Duque de Caxias), e Mayck Junior Pfister Pedro.
As investigações identificaram que os cabos contaram com o apoio de um batedor para realizar o crime. Um mês depois, Dênis da Silva Costa acabou detido pelo crime em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.O homem já tinha anotações criminais anteriores por porte ilegal de arma.
A DHNSGI descobriu que Dênis foi um dos responsáveis pelo clonagem do carro usado no crime, que acabou sendo queimado em Duque de Caxias.
Vítima era monitorada
Os agentes apuraram que o policial civil teve a rotina monitorada desde, pelo menos, o início do mês de setembro. As investigações também revelaram que duas das pistolas apreendidas com o os cabos da PM e Mayck foram usadas nas mortes do dono de uma tabacaria no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e do proprietário de um bar, em Vila Isabel, Zona Norte.
O policial civil foi morto a tiros na manhã de 6 de outubro, quando jogava o lixo na porta de casa, na Rua Raul Corrêa de Araújo. José Carlos era lotado na 29ª DP (Madureira) e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local.