Rio - A Polícia Civil realizou, na manhã desta quarta-feira (4), uma operação contra criminosos responsáveis por tentar matar um policial militar em Paraty, na Costa Verde fluminense. Três pessoas foram presas e o líder do tráfico de drogas no Morro do Glória foi morto em confronto com os agentes.
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A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do grupo. Segundo o delegado Moysés Santana, também houve recolhimento de drogas e armas durante a ação.
O Secretário de Polícia Civil do estado, Felipe Curi, usou as redes sociais e informou que o criminoso morto é Pablo Miguel Rodrigues Pereira, conhecido como Bigode. Bigode era chefe ligado ao Comando Vermelho em Angra dos Reis e Paraty.
De acordo com as investigações, o grupo está envolvido em uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 17 de junho de 2025, em frente à residência da vítima. Bandidos armados com fuzis e pistolas dispararam contra o policial militar, que reagiu e conseguiu escapar. O veículo utilizado no ataque foi incendiado posteriormente, numa tentativa de eliminar provas. A quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, sendo responsável por ações violentas contra agentes de segurança pública.
A Polícia Civil informou que a análise de celulares apreendidos permitiu identificar um dos alvos como responsável pelo apoio logístico do atentado, incluindo o fornecimento do veículo usado no crime, transferências financeiras para custear a ação, repasse de informações estratégicas e intermediação entre os integrantes do grupo. As investigações também indicaram a participação de outros envolvidos no monitoramento de policiais, apoio à fuga dos criminosos e na tentativa de ocultação de provas, como o planejamento do incêndio do veículo utilizado no ataque.
Além da tentativa de homicídio, o grupo é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas na região da Costa Verde, com ligações com áreas dominadas por facções criminosas na capital, e por outros crimes, como agiotagem.
A ação contou com o apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense e de delegacias distritais do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI).
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