Contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinhodivulgação

Rio – A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (5), uma operação para cumprir quatro mandados de prisão relacionados à morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrida em outubro de 2022. O crime, segundo as investigações, tem ligação com a máfia do comércio ilegal de cigarros. Entre os alvos está o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como mandante do homicídio.

Até o momento, os agentes cumpriram um mandado de prisão contra um dos criminosos, que já estava no sistema penitenciário. Já outro investigado, o policial militar Daniel Figueiredo Maia se apresentou no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas, foi levado à 5ª DP (Mem de Sá) e encaminhado para a unidade prisional da corporação. A 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) acompanhou a ação.

De acordo com a Corregedoria da PM, o agente será submetido a Processo Administrativo Disciplinar.

"O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", disse em nota.

As buscas estão em andamento para localizar os foragidos.

Relembre o caso

De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o crime ocorreu em um posto de combustíveis, onde a vítima foi surpreendida por homens armados e encapuzados. Segundo o apurado, o homicídio está relacionado às disputas entre criminosos que comercializam cigarros contrabandeados ou fabricados em território nacional sem autorização do órgão competente. Além de armas de grosso calibre, incluindo fuzis, os assassinos usaram trajes semelhantes a fardas de policiais para enganar a vítima.

Investigações apontam ainda que a organização criminosa liderada por Adilsinho tem envolvimento na morte de Fábio Leite, morto próximo ao Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, ao sair do enterro de Fabrício, que era seu sócio.
Adilsinho também é procurado por outros três crimes cujos processos estão em andamento no Tribunal de Justiça do Rio e na Justiça Federal. Dois estão relacionados a assassinatos, enquanto o outro aponta o réu como chefe da "máfia dos cigarros".
Dono de uma distribuidora de cigarros e charutos, ele foi apontado como líder do grupo que monopolizou a venda em diferentes pontos da Região Metropolitana. De acordo com as investigações, entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, o bando obteve um lucro de mais de R$ 9 milhões.
Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, o contraventor foi um dos alvos da operação da Polícia Federal contra uma quadrilha especializada no comércio ilegal de cigarros, em março de 2025. A ação terminou com 12 presos, mas o líder não foi localizado.
Em 2024, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Adilsinho por suspeita de ter mandado matar o miliciano Marco Antônio Figueredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e o seu comparsa, Alexsandro José da Silva, o Sandrinho. O crime aconteceu na comunidade da Guarda, na Zona Norte, em 2022.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. O espaço está aberto para eventuais manifestações.