Prisão de Sérgio Roberto Egger de Moura em 2025Divulgação/PM
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo se apropriava ilegalmente de imóveis na região, extorquia moradores e comerciantes, controlava linhas de transporte clandestino e ameaçava membros do sistema de Justiça e das forças de segurança com o uso de armas de fogo. A organização também é investigada por homicídios e roubos.
A quadrilha é liderada pelo ex-policial militar e ex-vereador de Araruama Sérgio Roberto Egger de Moura. Os outros seis denunciados atuavam em diferentes funções: o ex-guarda municipal Sirlei Mendonça Marinho e o ex-PM João Carlos Alves Machado coordenavam o transporte alternativo, Eliomar Souza da Silva Cordeiro, conhecido como Bimba, atuava como pistoleiro, Jefferson Siqueira Nogueira era responsável pela cobrança de valores, e Dilson Gabriel de Almeida Machado, o Biel, e o servidor da Prefeitura Eduardo dos Santos Damas, vulgo Dudu, integravam o braço armado do grupo.
O Juízo da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou que as milícias apresentam elevado grau de periculosidade, atuando com violência ou grave ameaça e colocando em risco a ordem pública e a paz social.
A denúncia foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e os mandados são cumpridos pelos agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

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