Aumento é 'soco no estômago do consumidor', diz LindberghMarina Ramos/Agência Câmara
“Chega de assalto”, escreveu o parlamentar nas redes sociais. Lindbergh, vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, classificou o aumento como “soco no estômago do consumidor”.
CHEGA DE ASSALTO NA CONTA DE LUZ DO RIO!
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) March 11, 2026
Tá no ar o abaixo-assinado contra o aumento da sua energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou reajustes para a Enel Distribuição Rio e a Light S.A, que são um verdadeiro soco no estômago do consumidor.… pic.twitter.com/zWiCPgkrjs
Além de ingressar com a ação judicial, ele informou que lançou um abaixo-assinado contra a elevação.
Reajuste
A Aneel explica que os índices aprovados “foram impactados por componentes financeiros do processo tarifário atual e anterior, além de custos com pagamento de encargos setoriais e gastos com distribuição e compra de energia”.
A agência reguladora do sistema elétrico permitiu ainda o aumento anual com efeito médio de 8,59% para o consumidor da Light, concessionária que atende mais de 3,96 milhões de clientes em 31 municípios fluminenses, incluindo a capital, Rio de Janeiro.
De acordo com a agência reguladora, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os custos relacionados aos encargos setoriais e às despesas com transporte e aquisição de energia.
Por outro lado, pondera a Aneel, “a retirada de componentes financeiros homologados no ano anterior, somada à inclusão de novos componentes financeiros pela Agência, ajudou a atenuar o impacto final das tarifas”.
Ambos os reajustes valem a partir do próximo domingo (15).
Tanto Enel e Light poderão implementar aumento que supera a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que chega a 4,44% até janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado a inflação oficial do país.
Questionamento
Lindbergh Farias questiona ainda se as concessionárias estão repassando aos consumidores os créditos tributários recuperados após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que excluiu o ICMS cobrado (imposto estadual), da base de cálculo do PIS e da Cofins, tributos federais.
“Quando há recuperação de bilhões em créditos tributários pagos pelos consumidores, o mínimo que se espera é redução de tarifa ou transparência total no cálculo dos reajustes”, sustenta.
Procurada pela reportagem, a Aneel informou que seguiu o rito do processo tarifário.
“Após instrução regular nas áreas técnicas, houve sorteio de diretor-relator, e discussão e deliberação do colegiado em reunião pública, conforme cronograma previsto nos contratos de concessão”.
A Light informou que não iria se posicionar sobre o assunto. A Enel não retornou à reportagem.
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