Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o casoÉrica Martin / Arquivo O Dia

Rio - Uma criança, de 2 anos, morreu depois de dar entrada com sinais de agressão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Maré, na Zona Norte, nesta quinta-feira (12).
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a equipe do plantão notificou as autoridades competentes para adoção das medidas cabíveis.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. De acordo com a Polícia Civil, as informações preliminares da necropsia indicam ausência de violência sexual o corpo. Testemunhas já foram ouvidas e a equipe aguarda a conclusão do laudo pericial para identificar a causa da morte.
A corporação informou que as diligências seguem em andamento para apurar os fatos.
Ajuda de comissão
A Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal do Rio, presidida pelo vereador Leniel Borel (PP), pai do menino Henry, assassinado há cinco anos, determinou a realização de diligência institucional para acompanhar os desdobramentos do caso da Maré.

"Assim como no caso do meu filho Henry, a apuração dos fatos logo nas primeiras horas depois da morte é essencial para se chegar aos responsáveis. Por isso, vamos dar apoiar às autoridades. Todos os dias, 30 crianças são mortas vítimas de violência no Rio. Não podemos mais aceitar", disse o parlamentar.

A comissão agirá com as seguintes providências: realização de visita à DHC para obter informações sobre a instauração de inquérito, diligências realizadas e as medidas adotadas para apuração dos fatos; realização de visita institucional à UPA Maré com o objetivo de solicitar informações sobre o atendimento prestado, registro de lesões e preservação de documentos médicos pertinentes; realização de reunião institucional com o Conselho Tutelar responsável pela área, para levantamento de eventual histórico de acompanhamento da família e medidas anteriormente adotadas; realização de visita à residência ou familiares da vítima, com o objetivo de prestar solidariedade institucional e colher informações que possam contribuir para o acompanhamento do caso.
A comissão informou que as diligências serão conduzidas pelo vereador, acompanhado de assessores e equipe técnica, no exercício da função fiscalizatória.
Houve ainda a determinação de que eventuais informações colhidas durante as diligências sejam registradas em relatório circunstanciado a ser apresentado à comissão para as providências cabíveis.