Ministro da Saúde, Alexandre Padilha visita novas instalações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into)Érica Martin / Agência O Dia

Rio - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou as novas instalações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Caju, na Região Central do Rio, e falou sobre as novas tecnologias que serão implantadas nos hospitais brasileiros, por meio do programa Agora Tem Especialista.
Padilha falou sobre os novos profissionais contratados pelo programa Agora Tem Especialista, que tem aumentado a capacidade de atendimento do SUS, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

“Já existem mais de 570 novos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem aqui no Into, o que permitiu a abertura de quase 100 leitos novos e seis salas de cirurgias reabertas. A gente conseguiu chegar, no mês de fevereiro, ao maior volume de cirurgias nos últimos seis anos. Quase mil cirurgias em fevereiro. A nossa meta é que o Into possa fazer mil cirurgias mensais de forma permanente. A gente está convencido que vai conseguir atingir essa meta. A população pode ter certeza de que os hospitais federais daqui do Rio de Janeiro serão campeões na realização de mais cirurgias, mais exames e consultas especializadas”, afirmou.

Além do Into, Padilha também falou sobre a meta do número de novos funcionários também para o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Instituto Nacional de Cardiologia. “A nossa meta, nesses três institutos – Into, Inca e Instituto Nacional de Cardiologia – é chegar ao total de mais de dois mil novos servidores. Acreditamos que vamos concluir essa meta até o final do primeiro semestre, já fizemos o concurso, a seleção e estamos tendo a efetivação dos profissionais”, disse.

O ministro ainda visitou os pacientes atendidos pelo mutirão do programa. No último fim de semana, o mutirão, exclusivo para mulheres, ofertou mais de 230 mil procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais de média e alta complexidade em todo o Brasil.

“Foi o maior mutirão nacional da história do SUS. Quase 900 hospitais participaram, em todo o Brasil, com foco na saúde da mulher, e o Into também participou, fazendo cirurgias para mulheres, tanto cirurgias ortopédicas que tem a ver com tumores, quanto cirurgias ortopédicas de reabilitação. Pessoas que estavam esperando há meses para uma cirurgia, conseguiram reduzir o tempo de espera nesse grande mutirão que nós fizemos. E vamos crescer cada vez mais, intensificando essas ações cada vez mais”, disse.

Hospitais mais tecnológicos

De acordo com o ministro, o programa Agora Tem Especialista ainda prevê a modernização dos hospitais federais, incorporando mais tecnologia e uso de inteligência artificial para facilitar e agilizar o atendimento médico. Segundo Padilha, parcerias foram firmadas em viagens a unidades de saúde ultramodernas da China, Índia e da Coreia do Sul.

“A gente está trazendo para o Brasil tudo o que tem de mais moderno em tecnologia de informação e equipamentos tecnológicos, com um foco exclusivo de atender da melhor forma, com tecnologia mais moderna, com menos tempo de espera para os pacientes”, contou.

Padilha explicou que, após financiamento do Banco dos Brics, de cerca de R$ 1,5 milhão ao Ministério da Saúde, uma rede de 15 serviços de hospitais inteligentes será implementada ainda este ano, em unidades de saúde espalhadas pelo Brasil.

“Essa é a primeira ação dessa rede de hospitais inteligentes, com UTIs ultra conectadas, ou seja, todos os equipamentos estarão conectados a um painel de controle. Os médicos e enfermeiros conseguem ver a distância, inclusive, do seu celular, quando estão em casa, em outro momento de trabalho ou quando estão em outro ponto do hospital, todos os parâmetros de dados dos pacientes, que ficam armazenados”, detalhou.

O uso de inteligência artificial também ajudará a agilizar os diagnósticos. “Nós vimos, por exemplo, na China, hospitais em que o tempo para a biópsia de um tumor, que durava duas semanas, passa a sair o resultado em 48 horas”, contou. Segundo o ministro, o novo sistema também permitirá uma conectividade maior entre as ambulâncias e os CTI’s

“Os serviços já podem estar conectados com as ambulâncias que levam os pacientes aos hospitais. As próprias ambulâncias do Samu já vão poder ter câmeras, passar imagens, informações e o monitoramento de dados para as UTIs. Com isso, o atendimento acontece mais rápido, chega mais rápido no diagnóstico e na sala adequada para o atendimento”, revelou.

Padilha explicou que, na segunda ação, o primeiro hospital de urgência e emergência 100% inteligente do Brasil, que será feito pelo SUS, vai ser construído no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), o maior da América Latina, em São Paulo.

Na terceira ação, hospitais que serão construídos a partir de parceria público-privada, com o Ministério da Saúde, se tornarão inteligentes, como é o caso do novo complexo do Inca, que vai centralizar as 18 unidades do Instituto do Rio de Janeiro em um único campus integrado.