Dengue e chikungunya são transmitidas pelo mosquito aedes aegyptiMarcelo Camargo/Agência Brasil

Rio - A cidade do Rio registra um aumento no número de casos de chikungunya desde o início do ano. Apenas nos primeiros meses de 2026, o número de registros da doença já ultrapassou todo o ano de 2025, segundo dados disponíveis no painel epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Até o fim de março, foram registrados 414 casos de chikungunya, contra os 312 notificados em 2025. A região mais afetada é a Central, que engloba bairros como Centro, Lapa, Santa Teresa, Gamboa, Cidade Nova, Catumbi, Santo Cristo e mais. Logo atrás, está Campo Grande, na Zona Oeste.
Transmitida pelo mosquito aedes aegypti, a chikungunya é caracterizada por febre alta repentina e intensa dor nas articulações. Os pacientes também podem ter calafrios, conjuntivite, faringite, náusea, diarreia, neurite, dor abdominal e vômito, sendo também frequente a ocorrência de manchas vermelhas e erupções na pele.
Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, porém a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, transformar-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas. Não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenção da doença. O tratamento dos sintomas é o indicado.
Casos de dengue, porém, estão em queda
Embora transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue não acompanhou a crescente da chikungunya, apesar de ter mais casos contabilizados. De janeiro a março de 2026, foram registrados 1.443 casos, contra os 4.145 notificados no mesmo período do ano passado, representando uma queda de cerca de 65%.
O bairro de Campo Grande, na Zona Oeste, é o local mais afetado, com 312 casos registrados até o momento, seguido por Barra e Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, com 193, Centro, com 144, e Penha, Ramos e Ilha do Governador, na Zona Norte, com 136.
Os principais sintomas da dengue são: Febre alta, dor no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, náuseas, vômito, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. A doença ainda possui sinais de alarme, que podem indicar piora do estado geral, como Sangramento na gengiva ou nariz, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda súbita na pressão arterial, sensação de desmaio, cansaço e sonolência, além de sinais de desidratação, como diminuição do volume da urina.
Recomendações gerais
O mosquito transmissor da dengue tem tendência a se reproduzir mais e mais rápido em altas temperaturas. O aumento no volume de chuvas também é sinal de atenção, já que a proliferação é feita em água parada. Portanto, mesmo fora destes períodos, é necessário alguns cuidados dentro de casa para evitar o aumento no número de casos.
- Veja se a caixa d'água está bem tampada;
- Deixe garrafas vazias viradas para baixo;
- Limpe a sujeira das calhas;
- Coloque areia nos pratos dos vasos de planta;
- Mantenha ralos limpos e com tela;
- Guarde pneus em locais cobertos;
- Verifique os recipientes de degelo de geladeiras.
Para eliminar os focos de dengue, é necessário fazer a limpeza, com bucha ou esponja, das paredes dos recipientes para destruir os ovos do mosquito, além de jogar a água fora e evitar que ele fique com água parada e descoberta novamente.
O mosquito coloca seus ovos em locais próximos à água parada, como nas paredes de vasilhas. O ovo do inseto sobrevive por mais de um ano até surgir a oportunidade de se tornar larva em contato com a água para, depois, se transformar em pupa e, finalmente, em mosquito. O calor acelera este ciclo, que é reduzido de 10 para sete dias.