Integrante do TCP é preso em operação na Zona OesteDivulgação
As investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE) indicam que ele atuava diretamente no processo de expansão da facção para áreas até então consideradas fora da influência do tráfico, consolidando pontos de venda de drogas, impondo controle sobre a circulação de moradores e estabelecendo cobranças ilegais a comerciantes.
Segundo apurado, o preso integrava o núcleo operacional ligado ao traficante Gabriel da Silva Alves, conhecido como "GB", uma das principais lideranças do TCP, que comanda ações criminosas a partir do Complexo da Maré. Na hierarquia local, ele é um dos responsáveis pela gestão da venda de drogas e pela manutenção do controle armado das áreas invadidas.
As investigações também apontam que o avanço territorial do grupo está inserido em um cenário de disputa violenta com facções rivais, o que tem provocado sucessivos episódios de instabilidade e violência na região. Nesse contexto, a organização passou a adotar práticas típicas de milícia, como a exploração clandestina de serviços e a cobrança sistemática de taxas extorsivas de moradores e comerciantes.
Um dos episódios mais emblemáticos da escalada de violência foi o assassinato da líder comunitária Frauzenete Soares da Silva, conhecida por se opor à atuação do grupo na comunidade Novo Palmares, em Vargem Pequena. Após o crime, o filho da vítima passou a sofrer ameaças e foi expulso da comunidade, tendo seus bens apropriados por integrantes da facção.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.