A sessão é presidida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, do I Tribunal do Júri da CapitalDivulgação/TJRJ

Rio - O júri popular dos acusados de executar o bicheiro Fernando Iggnácio, em 2020, teve início nesta quinta-feira (9), às 13h, em sessão presidida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, no plenário do I Tribunal do Júri da Capital. Até as 21h, o júri ainda estava em andamento.
Em razão da destituição dos advogados de defesa dos irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro a pedido dos próprios réus, apenas Rodrigo da Silva das Neves, preso em janeiro de 2021 no sul da Bahia, apontado como miliciano e envolvido no crime, teve o julgamento mantido. Com isso, o júri de Pedro e Otto foi suspenso e será remarcado.
Diante da decisão e da discordância com a estratégia da defesa, os dois réus optaram por dispensar o advogado, que havia alegado insanidade mental de Pedro e solicitado a absolvição do cliente, o que foi negado pelo magistrado. Os três respondem pela execução da vítima, e o bicheiro Rogério Andrade como mandante, mas não integra esse julgamento. Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da ação, foi encontrado morto em 2022.

Fernando Iggnácio foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde. Fernando Iggnácio e Rogério Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, que morreu em 1997.