Estátua está localizada na Praia de São FranciscoDivulgação / Claudio Fernandes
A obra retrata Leila em uma pose icônica, inspirada em um ensaio fotográfico realizado na Ilha de Paquetá pelo fotógrafo Joel Maia, publicado na revista Cláudia, no início dos anos 1970. Na imagem, a atriz aparece grávida de sete meses.
"A imagem em movimento não é por acaso. Leila nunca coube em moldes, e queremos que sua memória esteja sempre servindo de impulso para a transformação. Por isso, propus uma estátua que não a congele, mas que sustente o movimento que ela provocou na emancipação feminina", explicou Janaína Diniz Guerra.
Reconhecida por sua personalidade irreverente e por desafiar tabus na década de 1960, Leila Diniz tornou-se um ícone da liberdade de expressão, comportamento e direitos das mulheres no Brasil. Nascida em Niterói, a atriz marcou gerações ao defender temas considerados controversos à época, como maternidade, sexualidade e autonomia feminina.
"Que ela esteja em frente ao mar, saltando, grávida de biquíni, para lembrar que liberdade não nos é dada, é movimento, é uma prática cotidiana, e que ainda há muito a ser conquistado", completou.
O artista Rodrigo Pedrosa, autor da obra, afirma que a escultura foi produzida ao longo de quatro meses, com etapas que incluíram pesquisa, modelagem, moldagem e fundição em bronze pelo método de cera perdida, além de acabamento e pátina.
"Foi uma grande honra produzir o monumento em homenagem a Leila Diniz. Este é um momento histórico para Niterói, ao inaugurar o primeiro monumento dedicado a uma mulher na cidade. Leila é um símbolo da luta feminista e da força da mulher brasileira", afirmou o artista.
A iniciativa é coordenada pelo Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados da Prefeitura de Niterói.

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