Com cartazes e palavras de apoio, grupo acompanhou a audiência e cobrou punição para o acusado do crime.Divulgação

"Eu queria que ele ficasse cinquenta anos preso, mas ainda acho pouco diante do que ele fez". A declaração é de Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana, 20 anos, vítima de um ataque com múltiplas facadas após recusar um relacionamento com Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva.
Na tarde desta quarta-feira (15), foi realizada, no Fórum Juíza Patrícia Lourival Acioli, no bairro Colubandê, em São Gonçalo, a primeira audiência de instrução do caso. Este tipo de audiência é uma etapa inicial do processo e tem como objetivo ouvir testemunhas e familiares, além de decidir se o caso será levado a júri popular.

Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos de Alana, fizeram uma manifestação em frente ao fórum. "A gente espera justiça”, afirmou Jaderluce. A jovem deixou o local acompanhada da advogada sem dar declarações. O processo segue em segredo de Justiça.

Relembre o caso

A estudante Alana Anísio Rosa foi esfaqueada por Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, que invadiu a casa da vítima no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, no dia 6 de fevereiro deste ano. Segundo as investigações, ele a teria perseguido por meses, enviando presentes anônimos, como flores e bombons. A vítima foi atingida por pelo menos 15 golpes de faca.

Luiz Felipe foi indiciado por tentativa de feminicídio. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva e ele permanece detido desde então.

Alana ficou internada por quase um mês no Hospital e Clínica de São Gonçalo e recebeu alta em 4 de março, quase um mês após o ataque.