Carreata do Império Serrano percorreu ruas da Zona Norte em homenagem a São JorgeÉrica Martin/Agência O DIA
"Esse evento é uma tradição da família imperiana pelas ruas da Zona Norte do Rio. É a união da fé, das crenças e, acima de tudo, da crença na fraternidade, espírito de fraternidade e boa vontade entre todos que se querem bem e se estimam, sempre na presença de Deus, que está acima de qualquer situação . Nos apoiando em Deus, aquele que inspirou São Jorge, nós encontramos caminhos para a unidade e para a verdadeira paz. Vencendo as batalhas do dia a dia, alcançaremos vitórias na graça de Deus", disse .
O padre reforçou a importância de São Jorge para escola. "Eu já participo dessa carreata há cerca de 10 anos. Há 10 anos, também fazemos a celebração do aniversário da escola de samba, que acontece um mês antes, dia 23 de março, e temos aqui esse festejo para São Jorge, que não é só padroeiro da escola, ele é o padrinho. Na fundação do Império Serrano, como houve uma questão histórica, a escola tomou São Jorge como seu padrinho de fundação", frisou.
O Império Serrano realizou a 55ª edição da sua tradicional carreata em homenagem a São Jorge, padroeiro e padrinho da escola. Evento percorreu ruas da Zona Norte neste domingo (26).
— Jornal O Dia (@jornalodia) April 26, 2026
Crédito: Érica Martin pic.twitter.com/zoYAU30r2m
A segunda porta-bandeira da agremiação, Lívia Bergman, 36 anos, descreveu o momento com muita felicidade. Ela explicou ainda que a paixão pelo santo guerreiro começou pelo pai.
"A carreata de São Jorge é um momento muito importante para quem é imperiano. É um momento de muita fé e muita felicidade. Eu estou há seis anos no Império e há seis anos eu participo da carreata. Todas as partes me emocionam. Cada uma tem seu momento. A igreja é muito emocionante, o Centro Espírita Caminheiros da Verdade é outro momento muito emocionante e encontrar a Imperatriz na rua também. A paixão pelo São Jorge começou com meu pai, e ele foi me conquistando de uma forma muito forte", afirmou.
A psicóloga Cintia Aleixo, de 45 anos, participou do evento pela primeira vez.
"É ancestral, não é? Se a gente olhar em volta, a gente percebe, a gente vê os nossos avós, bisavós, vemos referências muito próximas. Estou com a minha mãe, meu pai era imperiano de fé, minha família também, todos de Vaz Lobo, e eu estou aqui representando eles. E o amor por São Jorge nasceu desde sempre, sendo uma família negra do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto São Jorge, quanto Ogum, os nossos orixás e a nossa religião, sempre fizeram parte da nossa vida, e o amor também. Pra mim, foi uma semana inteira de festa e a gente não se cansa. Na verdade, eu estou pegando cada vez mais energia pra continuar o ano e começar a semana", contou.




















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