Projeto ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do prefeitoDivulgação/Prefeitura do Rio
Projeto 'Praça Onze Maravilha' é aprovado em primeira votação e vai para audiência pública nesta quarta
Proposta de requalificação urbana recebeu maioria dos votos e segue para nova discussão, com audiência pública marcada na Cidade Nova
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, o projeto “Praça Onze Maravilha”, iniciativa do Executivo que prevê uma ampla requalificação urbanística na região central da cidade. A proposta recebeu 35 votos favoráveis e 10 contrários, mas ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para a sanção do prefeito Eduardo Cavaliere.
O projeto, que custará cerca de R$ 1,75 bilhão, institui a criação da Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha, abrangendo não apenas a região da Praça Onze, mas também áreas dos bairros do Estácio, Catumbi, Cidade Nova e entorno da Praça da Cruz Vermelha. O objetivo é estabelecer regras específicas para estimular investimentos e viabilizar intervenções estruturais em uma área historicamente marcada por baixos indicadores sociais e carência de infraestrutura.
Entre as principais medidas previstas está a demolição parcial do Elevado 31 de Março, nas proximidades do sambódromo, que deve dar lugar a novas soluções viárias, além da criação de um boulevard para integrar os bairros e incentivar a circulação de pedestres. O plano também inclui incentivos urbanísticos para construção de empreendimentos residenciais e comerciais, instalação de equipamentos públicos e a requalificação do entorno da Marquês de Sapucaí e da chamada Pequena África.
A proposta ainda prevê projetos de longo prazo, com intervenções estimadas até 2032, incluindo a criação de novos espaços culturais e a ampliação da ocupação urbana da região central.
Como parte do processo de discussão, a Câmara realizará uma audiência pública nesta quarta-feira (6), às 19h, no Circo Crescer e Viver, na Cidade Nova. O encontro pretende ouvir moradores, comerciantes e representantes da sociedade civil sobre os impactos do projeto e possíveis ajustes no texto antes da votação final.
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