Palácio das Laranjeiras terá visitação pública a partir deste mês de maioDivulgação / Governo do Rio

Rio - O Palácio das Laranjeiras, na Zona Sul, residência histórica dos governadores do Rio, será reaberto para visitação a partir deste mês de maio. O agendamento estava suspenso desde 2021 devido ao agravamento da pandemia de covid-19.
A reabertura funcionará por etapas. Nesse primeiro momento, estudantes da rede pública estadual e grupos de interesse, escolhidos pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) - responsável pelo contato institucional com universidades -, poderão conhecer o local.
A determinação de reabrir o espaço, localizado na Rua Paulo César de Andrade, no alto do Parque Guinle, veio do governador em exercício Ricardo Couto. O objetivo é estruturar um modelo permanente de visitação, seguindo uma estratégia de abrir e ativar espaços públicos. 
Ainda não há informações sobre agendamentos para visita do público geral.
História
Construído entre 1909 e 1913 para moradia do empresário Eduardo Guinle, o palácio já foi a residência presidencial e hoje é sede oficial dos governadores.
Os arquitetos Armando Carlos da Silva Telles e Joseph Gire projetaram o prédio no estilo Luís XIII, que mistura a mobília francesa com a arquitetura barroca.
Por anos, presidentes da República e governadores usaram o palácio para receber autoridades estrangeiras em visitas ao Brasil. O palacete foi vendido pela família Guinle ao governo brasileiro em 1946. Depois da morte de Getúlio Vargas no Catete, o presidente Juscelino Kubistchek resolveu usar a Laranjeiras como residência oficial.
Em 1975, o presidente general Ernesto Geisel passou o espaço para o governo do recém-criado Estado do Rio, transformando o palacete em casa oficial dos governadores.
O palácio é tombado pelo Inepac e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Dentro do espaço, há um hall de entrada, o salão Luis XIV, a sala de música, com o famoso piano inspirado no cravo de Maria Antonieta, um espaço para fumantes - conhecido como Fumoir - e uma sala de jantar.

Já a biblioteca, abriga o Bureau du Roi, uma cópia fiel à Escrivaninha do Rei, que pertencia ao rei Luis XV da França e que está no Palácio de Versalhes, na França. O salão império e a galeria regência também podem ser admirados.
As visitas também incluem conhecer o primeiro ambiente íntimo da casa - associado ao espaço feminino -, o quarto Luis XV, o Quarto dos Enfants - conhecido como quarto das crianças -, um banheiro de mármore e o elevador, um dos primeiros instalados em casas da América do Sul, decorado em estilo rococó.