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Último dia para regularizar título é marcado por filas em zonas eleitorais

Eleitores tiveram até esta quarta-feira (6) para colocar em ordem a documentação

Rio - O último dia para regularização do título, nesta quarta-feira (6), foi marcado por filas em várias centrais de atendimentos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No prazo final, diversos cariocas enfrentam muita espera, além de tumultos e desorganizações nos locais.
Caroline da Costa, de 43 anos, acompanhou o filho, Davi Porto, que recentemente completou 18, idade obrigatória para votar. "Meu filho foi tirar o primeiro título. Fez 18 anos agora e está tirando o título para regularizar a questão das documentações dele. É por isso que nós estamos na fila", disse.
Ela, que esteve na 214ª Zona Eleitoral, na Rua Dias da Cruz, no Méier, Zona Norte, chegou ao local por volta das 9h30. "Tem muita gente, então ainda não estamos nem na metade do caminho".
Caroline, no entanto, já esperava passar por essa situação: "Não fomos surpreendidos, sabíamos que teríamos que passar por essa fila. Mas infelizmente os jovens acabam deixando tudo para última hora. Eu falei muito sobre o tempo que ia passar e que ia ser difícil, mas acabou deixando mesmo para o último minuto".
A falta de informações provocou, no entanto, pequenas confusões. "Até então nenhuma informação [...] Só pedem para que a gente aguarde na fila que seremos atendidos. Teve uma 'confusãozinha' na porta, com as pessoas questionando. Até porque todos estão no sol muito forte, não tem lugar para se abrigar. Então isso começa a incomodar muito e a preocupar em relação as pessoas começarem a passar mal. Mas não tem nenhuma informação", afirmou.
Lígia Padilha, de 45, estava neste mesmo lugar, mas escolheu ir para a 10ª Zona Eleitoral, na Rua Assis Carneiro, em Piedade, também na Zona Norte. Apesar de ficar aproximadamente 3h na fila, a diarista e manicure ressaltou a diferença dos atendimentos. "O atendimento está sendo por senha. O atendente está sendo muito educado. O povo [no Meiér] estava todo agitado. Aqui, não. Está melhorzinho", revelou.
Desanimada com a atual situação do país, ela não vota há cinco eleições e só quis regularizar porque a pendência está comprometendo outras áreas da vida. "O que me motivou a tirar o título é porque está cancelado e eu não consigo resolver as minhas coisas. Mas, por mim, não voto em ninguém", diz.
Jean Souza, 21 anos, destacou a demora no atendimento, somada ao sistema lento e às altas temperaturas que precisou enfrentar. "Vim tirar meu título porque deu um problema. Estou aqui desde às 9h na luta, no sol, sem beber uma água... Está demorando muito. O sistema está horrível, mas está andando", falou o jovem, que está na 216ª Zona Eleitoral, na Rua Cachambi, no Cachambi, Zona Norte.
Na mesma Zona Eleitoral, Cláudia Regina também reclamou do longo tempo de espera. "Estamos em uma fila horrorosa, que não acaba nunca. Cheguei antes das 8h e havia mais de 100 pessoas na minha frente. Peguei [a senha] 134". A promotora de eventos, de 52 anos, não vota desde 2018. "Só vim para regularizar o meu título que está cancelado e preciso tirar um passaporte. Só por isso", disse.
O empresário André de Lima, 47, que chegou às 7h30 na 21ª Zona Eleitoral, na Rua Filomena Nunes, em Olaria, na Zona Norte, disse que a desorganização era dominante no atendimento. "Distribuíram senhas com números de 1 a 300. Porém, não seguem uma ordem numérica. Isso causou transtorno e uma desorganização total", lamentou André, que pretende transferir o local de votação de Mesquita, na Baixada Fluminense, para Bonsucesso, na Zona Norte, onde mora atualmente.
No mesmo local, Fábio Silva, 50, também fez a mesma reclamação. "Achei que estava entrando gente na frente. Eles organizaram o número lá dentro da senha, mas aqui fora estava uma bagunça. Porque tem gente que deve ter entrado na nossa frente. E não tinha ninguém para organizar. E um camarada aqui organizou a senha, senão iam passar a nossa vez. A gente ia ficar até mais tempo aqui", disse.
O eletricista estava com a filha, Hillary Silva, 18, que tirou o título. De acordo com o pai, a jovem, que conseguiu ser atendida, estava animada para votar pela primeira vez. "Vai ser importante porque ela precisa agir a vida dela. E vai precisar desse documento para trabalhar e fazer faculdade. É necessário tirar, senão ela perde as oportunidades", completou.
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