Ciep Lasar Segall, fica no bairro Areia Branca, em Belford RoxoReprodução / Google Street View
A análise técnica constatou que nenhum dos adolescentes foi o responsável por levar o artefato para a escola. Agora, os policiais analisam imagens de câmeras de segurança e realizam novas buscas para identificar o verdadeiro autor e entender como o explosivo chegou ao pátio do colégio, localizado no bairro Areia Branca.
A explosão ocorreu na manhã da última sexta-feira (8), por volta das 8h15, e deixou dez estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, feridos. Segundo a prefeitura de Belford Roxo, a maioria das vítimas sofreu ferimentos leves nos membros superiores e inferiores, causados por estilhaços. Um aluno precisou levar seis pontos na cabeça após passar por uma tomografia. Todos já receberam alta hospitalar.
Na ocasião, a direção do colégio dispensou os alunos e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) acionou o Conselho Tutelar para prestar apoio às famílias. O Esquadrão Antibomba da Core realizou uma varredura na unidade e não encontrou outros artefatos.
"Com os fragmentos que encontramos no local, vimos que aparentemente é uma bomba de tubo, muito utilizada por marginais no Rio. Dentro do tubo, colocaram pólvora negra e materiais metálicos", afirmou o delegado.

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