Palácio 23 de Julho ganhará espaços culturais e educacionaisÉrica Martin / Agência O Dia

Rio - O Palácio 23 de Julho, declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio em 2023, vai se transformar em um grande centro cultural. O imóvel, construído em 1975, passou a ser administrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) desde o dia 5 de maio.
O edifício, que abrigava gabinetes da antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) até 2021, possui 7,8 mil metros quadrados distribuídos em seis pavimentos e está localizado na Praça XV, no Centro.
No início do mês de maio, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, cedeu o imóvel ao TJRJ. A cessão tem prazo de 20 anos, com possibilidade de renovação.
Com a administração, o Tribunal de Justiça construirá espaços ligados à educação e cultura. Depois de obras de reestruturação, que já começaram e devem durar cerca de um ano, o palácio abrigará a sede do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), a Escola de Mediação (Emedi), a Escola de Administração Judiciária (Esaj) e o Centro de Estudos e Pesquisas (Cedes).
De acordo com o TJRJ, a iniciativa contribui para a revitalização da região central da cidade e amplia as oportunidades de acesso da população a atividades culturais e serviços públicos.
A desembargadora Cristina Tereza Gaulia, que ficará responsável pelo CCPJ, destacou que o imóvel tem uma localização estratégica e conta com a disponibilidade de ampla rede de transporte público nas proximidades.

"Estamos fazendo um corredor cultural na região, começando com o Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, Centro Cultural da Justiça Eleitoral, Museu da Marinha, prédios históricos do TJRJ e agora, o Palácio 23 de julho. O TJ está lançando uma ideia democrática de cultura, com amplo acesso à população, com o objetivo de dar ao centro da cidade o brilho que ele merece", contou.

O CCPJ contará com um teatro com 300 lugares, sala de cinema e auditório destinado a apresentações, exibições, lançamentos de livros e outras atividades culturais.
A implementação das atividades deve ocorrer em até dois anos após a formalização do contrato. Caso as condições não sejam cumpridas, o imóvel retorna automaticamente ao patrimônio da União