As investigações apontam que eram cobrados R$ 150 por aplicação, com pagamentos em dinheiro ou por PIX diretamente para a conta do médico.Divulgação MPRJ
Médico e servidora são afastados por venda ilegal de caneta emagrecedora na Baixada
Segundo o MPRJ, aplicações do medicamento Mounjaro eram feitas dentro de uma UPA de Nova Iguaçu mediante pagamento de R$ 150
O médico Fransérgio Junqueira de Castro e a servidora pública Mônica Branco Lopes Vieira da Silva foram afastados dos cargos após uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga a venda e a aplicação irregulares da caneta emagrecedora Mounjaro dentro da UPA Patrícia Marinho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Nesta quinta-feira (14), os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão na unidade de saúde e em endereços ligados aos investigados.
O MPRJ recebeu denúncias anônimas sobre pacientes que eram orientados sobre o suposto tratamento mediante pagamento. Eles recebiam aplicações do medicamento durante o horário de funcionamento da UPA. Ainda de acordo com o MPRJ, Mônica fazia o primeiro atendimento e intermediava os contatos, enquanto Fransérgio realizava as consultas e aplicava a substância sem exames prévios ou protocolos médicos adequados.
As investigações apontam que eram cobrados R$ 150 por aplicação, com pagamentos em dinheiro ou por Pix diretamente para a conta do médico.
O MPRJ informou ainda que o produto era armazenado em ampolas e aplicado com seringas, sem identificação de origem, registro sanitário ou autorização do órgão regulador.

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