Alunos do Colégio Pedro II participaram de aula de samba no pé com Amanda MattosDivulgação
As atividades desta quinta foram resultado de uma iniciativa da Coordenadoria de Cultura do Pedro II, que procurou o museu assim que tomou conhecimento do projeto.
“Neste momento as turmas estudam o samba nos currículos de Educação Musical e de Português e avaliamos que a visita seria muito valiosa para o processo pedagógico. Estou muito encantada com o museu, com a beleza e a riqueza do que tem aqui dentro: a gente tem o manuscrito de ‘As rosas não falam’ e pode ver a letra do Cartola na nossa frente, além de riquezas da nossa cultura, do nosso povo, da nossa história; o museu é muito bonito, espaçoso e acolhedor e tem a importância da gente fazer esse movimento em direção à favela, já que o museu está instalado próximo a uma comunidade”, avaliou Karin Verthein, professora de Educação Musical do CPII.
Os estudantes foram recebidos por Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e neta do compositor Cartola e de Dona Zica, comandou um breve bate papo sobre a trajetória de seu avô e a história do museu, que este ano completa 25 anos.
“O samba é legado do povo escravizado, no canto, nos tambores, na oralidade e na sabedoria ancestral de um povo que transformou dor em celebração da vida. Cada roda de samba carrega a memória daqueles que vieram antes e insistiram em existir com dignidade; aqui no Museu do Samba temos a missão de dar continuidade à luta do povo preto a partir da valorização da cultura de matriz africana, o samba, hoje registrado Patrimônio Cultural do Brasil”, disse Nilcemar.
Para Amanda Mattos, coordenadora dos passistas da Verde e Rosa e ex-rainha de bateria, a experiência foi incrível.
“O samba é a maior manifestação cultural do Brasil e faz parte de nossas vidas durante todo o ano, por isso é importante mostrar aos mais jovens os fundamentos e a força desta cultura; as trocas despertam o sentimento de pertencimento e de afirmação de identidade cultural, além, claro, de ser muito divertido e proporcionar trocas riquíssimas”, comenta Amanda.
O projeto já promoveu encontros de estudantes de escolas municipais e creches públicas com baianas, carnavalescos, mestres de bateria e compositores, sempre, ao fim, uma atividade prática, como aula de bateria, composição de sambas-enredos ou degustação de acarajés.
Para participar, as instituições de ensino interessadas devem realizar agendamento pelo e-mail agendamentomuseudosamba@gmail.com



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