Professor de artes marciais e Educação Física, William Correia, foi alvo de ação do MPRJReprodução/Redes sociais
No grupo, criado nas redes sociais, William aparece incitando atos de vigilantismo envolvendo crianças e adolescentes apontados como autores de roubos e furtos na Zona Sul. Segundo o MPRJ, o grupo realiza "rondas" pelo bairro e até perseguições contra os suspeitos.
Na decisão, a juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita também cita vídeos publicados na internet que permitem a identificação de menores de idade. "Determino que deixe de gravar, publicar, armazenar ou divulgar imagens, áudios, nomes, dados ou informações que permitam a identificação de menores de idade", diz um trecho da liminar.
A ação civil pública foi apresentada pelo MPRJ contra o professor e outros integrantes dos "Justiceiros de Copacabana", como o grupo ficou conhecido. Na denúncia, o Ministério Público afirma ainda que os "justiceiros" usam redes sociais e aplicativos de mensagens para convocar populares a promover "caçadas" contra criminosos. O uso de objetos como soco-inglês e pedaços de pau também teria ocorrido durante essas "rondas".
Após a decisão judicial, William publicou um vídeo nas redes sociais informando que, devido à liminar, precisou apagar alguns vídeos do perfil. Ele afirmou ainda que vai recorrer da decisão.
Pinduka chegou a pedir ajuda das academias e lutadores da região. "Seria fantástico um engajamento das academias e de lutadores da localidade participando dessa ideia, abraçando o projeto de limpeza em Copacabana", escreveu.
Na postagem, o professor afirma que não está estimulando a violência, mas sim "estimulando alguma maneira de proteger à nós mesmos, nossos familiares e as pessoas do bem que estão sendo humilhadas nas ruas". Ele relembrou ainda que nos anos 90 foi realizado "uma patrulha de proteção". Disse que, na ocasião, deu certo e teve "um verão mais tranquilo".

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