Policiais encontraram um centro completo de mineração de criptomoedas operando ilegalmente. A estrutura contava com dezenas de computadores conectados à rede elétrica por meio de gambiarrasDivulgação PCRJ

Segundo as investigações, a estrutura era usada para gerar moedas digitais, que depois eram convertidas em dinheiro e revertidas para fortalecer as atividades da facção criminosa, incluindo o tráfico de drogas. Os equipamentos apreendidos tinham potencial para gerar entre R$ 40 mil e R$ 50 mil mensais.
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No imóvel onde funcionava a central, os agentes apreenderam 32 máquinas de alto desempenho utilizadas para a mineração de criptoativos. Na prática, a mineradora funciona como uma rede de computadores montada para processar e validar transações com moedas digitais. Como recompensa por esse trabalho, o próprio sistema gera criptomoedas para os operadores. De acordo com a polícia, os traficantes usavam essa estrutura para transformar a atividade em uma nova fonte de renda, convertendo os ganhos em dinheiro para abastecer e fortalecer o tráfico.

Embora a mineração em si não seja uma atividade ilegal, o contexto chamou a atenção dos investigadores. A Polícia Civil suspeita que a facção criminosa aproveitava a estrutura para lucrar sem arcar com custos operacionais e também apura se o esquema era utilizado para lavagem de dinheiro, ocultando e dissimulando recursos de origem ilícita.

De acordo com a delegada Luciana Fonseca, esse tipo de operação exige investimentos altos e despesas expressivas, principalmente com eletricidade, o que costuma inviabilizar o negócio em pequena escala. No caso do crime organizado, no entanto, as máquinas operavam com lucro máximo, já que o grupo não pagava por energia ou internet.

*Reportagem da estagiária Aretha Dossares sob a supervisão de Flávio Almeida