Rio - O Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, recebe uma exposição dedicada à memória e ao cotidiano dos moradores do Morro da Providência, favela mais antiga do Brasil e situada na Gamboa. As imagens, que remontam aos anos de 1960 e 80, pertencem ao acervo de Sebastião Pires de Oliveira (1943-2015), conhecido como Tião, um fotógrafo mineiro que morou na comunidade durante o período.
A mostra ficará em cartaz até 29 de novembro.
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A exposição reúne mais de 270 retratos de celebrações familiares entre diferentes gerações, casamentos, encontros e paisagens urbanas, revelando o cotidiano e os vínculos construídos ao longo do tempo na Região Portuária do Rio. Além das imagens espalhadas pela sala, o público também pode conferir um acervo com mais de 10 mil fotografias em negativos e monóculos.
Por meio desse material, Tião registrou a cultura, os costumes e o estilo de vida dos moradores não apenas do Morro da Providência, mas também do Morro do Pinto, Gamboa, Saúde e arredores. O trabalho teve curadoria de Janaina Melo e consultoria de Aline Mendes, Maurício Hora e Rosiete Marinho, que percorreram as comunidades para identificar personagens retratados e autorizar o uso das imagens.
As fotografias também ajudam a resgatar a história do Morro da Providência, reconhecido como símbolo da formação da população negra e trabalhadora na cidade após o período da escravidão. Na década de 1890, moradores despejados de um cortiço e soldados que participaram da Guerra de Canudos passaram a povoar aquela região, formando assim a primeira favela do país.
O Museu de Arte do Rio fica na Praça Mauá, 5, Centro, e funciona das 11h às 18h, fechado às quartas-feiras e com entrada gratuita às terças-feiras.
A meia-entrada custa R$ 10 e a inteira, R$ 20. Ingressos disponíveis no site oficial e na bilheteria.
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