Rio - A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prendeu, nesta segunda-feira (25), um dos suspeitos de envolvimento no confronto que causou a morte do músico Bruno Fernandes de Souza, de 25 anos, atingido por uma bala perdida na saída de uma igreja, em Queimados, na Baixada.
Segundo as investigações, na última sexta-feira (22), integrantes de uma facção realizaram um ataque, na Estrada Campo Alegre, contra Lennon Fabrício Silva de Freitas, o L7, considerado um dos líderes da milícia que atua nos condomínios conhecidos como "Predinhos do Jardim da Fonte". O ataque aconteceu devido o assassinato de um ex-integrante da milícia, que teria se aliado ao tráfico de drogas da região.
O confronto entre os criminosos causou a morte de Bruno Fernandes. A vítima voltava da igreja quando foi atingida por um tiro na perna esquerda. Ele deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu e passou por cirurgia para retirada do projétil. No sábado (23), teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O miliciano também deu entrada na unidade depois de ser baleado no abdômen. Diante dos fatos, a DHBF representou por sua prisão temporária. O mandado foi cumprido no hospital nesta segunda.
De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, Lennon, de 29 anos, passou por cirurgia de emergência e está internado com quadro considerado estável.
Alta periculosidade
Além do caso do músico, o suspeito também é apontado como autor e mandante de outros homicídios investigados pela especializada, todos relacionados à disputa por território na Baixada Fluminense.
O homem é considerado um criminoso de alta periculosidade e possui extensa ficha criminal, com anotações por organização paramilitar, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação, roubo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
As diligências continuam para identificar outros integrantes da milícia e responsabilizar todos os envolvidos.
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