Tayana Rangel Cardeal e o compadre Davidson Vasconcellos Reprodução

Rio - A Justiça do Rio converteu em preventiva a prisão da sargento da Marinha Tayana Rangel Cardeal, na tarde desta terça-feira (26). No mesmo momento, familiares e amigos do empresário Davidson Vasconcellos sepultavam o corpo dele no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio.
Davidson Vasconcellos (de terno cinza) foi padrinho de casamento de Tayana Rangel Cardeal (vestida de noiva) - Reprodução/Redes sociais
Davidson Vasconcellos (de terno cinza) foi padrinho de casamento de Tayana Rangel Cardeal (vestida de noiva)Reprodução/Redes sociais


A sargento foi presa em flagrante na noite de domingo (24), após atirar no rosto do empresário, amigo dela há mais de 30 anos. Davidson morreu na hora, na frente da companheira e das duas filhas.

Amigos de Tayana e Davidson ainda não acreditam na brutalidade do crime que resultou na morte do empresário. A sargento era madrinha da filha mais nova da vítima. A relação entre os dois era tão próxima que Davidson e a mulher dele foram padrinhos de casamento da sargento.

Na madrugada de domingo (24), Tayana discutiu com o marido, um policial militar lotado no 4º BPM (Méier), durante uma festa de 15 anos no bairro Campinho, na Zona Norte. Em determinado momento da celebração, a sargento foi até o carro, pegou a arma do companheiro e retornou para a festa. Ao tentar apartar a briga, Davidson foi atingido por um tiro no rosto. A filha dele, com quem Tayana dançava minutos antes, presenciou toda a cena.

"Um amigo gente boa demais, um pai exemplar, marido apaixonado. É muito triste ver uma família de pessoas tão felizes sofrendo", escreveu uma amiga de Davidson nas redes sociais.

A mulher da vítima também compartilhou fotos do casal e pediu justiça. Ela afirma esperar que Tayana, com quem mantinha uma amizade de longa data, responda pelo crime.

Na audiência de custódia, a juíza Júlia Lattouf de Almeida destacou que a manutenção da prisão foi motivada pela "conduta de extrema gravidade, consistente em homicídio praticado em ambiente de confraternização familiar".
O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). 
Por meio de nota, a Marinha do Brasil lamentou o ocorrido, destacou que a atitude não representa a instituição e disse que permanecerá colaborando com as investigações: "A militar envolvida encontra-se à disposição das autoridades competentes para a apuração dos fatos".