Auto de Corpus Christi 2026 contou com a participação de 15 artistas, entre atores, cantores e bailarinosDivulgação
Dirigido e escrito por Luis Fernando Bruno, o auto retratou a vida de santos como Santa Teresinha, Santa Clara, São Tarcísio, Padre Pio e a Virgem Maria. Por meio do cancioneiro devocional e da religiosidade popular, o texto apresentou passagens das biografias desses personagens, traçando um paralelo com os desafios enfrentados diariamente pelos cristãos em sua caminhada de fé.
O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, destacou a relevância do espetáculo para os fiéis. "O Auto de Corpus Christi é também uma oportunidade de traduzir, por meio da cultura e da arte, o profundo significado desta solenidade. Celebramos o Corpo e o Sangue do Senhor Jesus, presente na Eucaristia, contemplando, através do espetáculo, tantos testemunhos, santos e sinais que nos recordam a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja. Agradecemos aos artistas, produtores e a todos os que tornam possível este momento, que nos ajuda a continuar meditando sobre a presença de Cristo na Eucaristia não apenas por meio da adoração e da procissão, mas também através da cultura e da arte", agradece o cardeal.
"Apresentar os Autos devocionais já se tornou parte do calendário cultural e religioso da Cidade do Rio de Janeiro. É sempre um momento de muita emoção e fé. Através da arte se renovam os votos de esperança com as bençãos do Redentor ao povo carioca", afirma o diretor Luis Fernando Bruno.
Depois da celebração religiosa, os tapetes feitos de retalhos de tecidos farão parte de exposições, em locais e datas a serem divulgados.
O trabalho com a técnica do patchwork foi realizado por mulheres em situação de vulnerabilidade social de diferentes locais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, como Seropédica, Nova Iguaçu, Madureira, Irajá, Rocinha, Horto, Cidade de Deus, Santa Teresa, Rio das Pedras e São Gonçalo, atendidas por projetos do Consórcio Cristo Sustentável.
Os tapetes começaram a ser montados no Santuário do Cristo Redentor, na madrugada desta quinta-feira (4), unindo os trabalhos que essas mulheres desenvolveram durante dois meses em 25 oficinas do projeto. Os mais de 300 quilogramas (kg) de tecidos usados na construção coletiva, que deu origem ao mosaico, foram arrecadados em campanhas e parcerias.



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