Corpo de Sandro Castro Menezes foi deixado em uma rua próxima à comunidade do QuitungoReprodução / Redes Sociais

Rio - A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de um motorista de aplicativo na Penha Circular, na Zona Norte. O corpo de Sandro Castro Menezes, de 36 anos, foi encontrado na Rua Francisco Enes, nesta terça-feira (16).
Segundo a família, ele saiu de casa por volta das 19h de segunda-feira (15) para trabalhar. Nas redes sociais, a mulher de Sandro contou que estranhou quando acordou, à meia-noite, e viu que ele ainda não havia chegado em casa. O celular dele estava desligado.
Na manhã do dia seguinte, ela foi informada de que o corpo do motorista havia sido deixado na Rua Francisco Enes. De acordo com ela, Sandro apresentava diversas marcas de tortura. A família sustenta a hipótese de que ele foi morto após entrar por engano na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, também na Zona Norte.
“Eu estou desolada. Logo você, que tinha tanto medo dessa violência e ao mesmo tempo tanta fé de que nada iria acontecer. Meu amor, como está doendo. Eu não sei viver sem você. Amor, a filha está perguntando e eu não sei o que dizer. Por que?”, lamentou ela. Sandro deixa uma filha de 4 anos.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 16⁰ BPM (Olaria) foram acionados para a ocorrência de encontro de cadáver. O corpo de Sandro possuía diversas marcas de disparo de arma de fogo.
A área foi isolada para o trabalho da perícia. O caso é investigado pela DHC, que apura as circunstâncias e autoria do crime. O corpo será velado na capela B do Cemitério do Murundu, em Realengo, na Zona Oeste, às 14h15. O sepultamento está marcado para às 16h15.